Quando às 21.00 horas, de Moçambique, desta quinta-feira, o árbitro apitar o início do México-África do Sul, o mundo do futebol dará o pontapé de saída na 23.ª edição mais ambiciosa do Campeonato Mundial de Futebol. Pela primeira vez, três nações partilham a organização: os Estados Unidos (78 jogos em 11 cidades), o Canadá (13 jogos, duas cidades) e o México (13 jogos, três cidades), que se torna o primeiro país a acolher ou co-acolher três mundiais (1970, 1986 e agora 2026). O formato expandiu-se para 48 equipas (eram 32), 104 jogos (eram 64) e 39 dias de competição — o mais longo de sempre pois terá 104 jogos.
Entre as 48 selecções que vão pisar os relvados dos Estados Unidos, do México e do Canadá, encontram-se três países de língua oficial portuguesa (Portugal, Cabo Verde e Brasil) — e mais um que nos é vizinho e irmão, África do Sul.
AUMENTO DE 16 SELECÇÕES
Não satisfeita com os “acrescentos” que foi fazendo ao longo dos tempos, numa competição que começou por ser disputada por 13 selecções, no longínquo ano de 1930, a FIFA aumentou drasticamente os participantes para a 23.ª edição.
A prova começa logo por ser a primeira a ser acolhida por três países, sendo que, ao nível das selecções presentes, o aumento foi drástico, e nunca visto, de 32 para 48, o que significa um incremento de 16 formações.
Até agora, nunca o número de selecções tinha aumentado mais do que oito, o que acontecera duas vezes, de 1978 para 1982 e, depois, de 1994 para 1998.
Para encaixar as 48 formações que se conseguiram qualificar, a FIFA manteve os agrupamentos de quatro equipas na primeira fase, que, em relação a 2022, aumentam de oito para 12, continuando cada selecção a disputar três encontros.

