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AFROBASKET

SE TIVERMOS AS CONDIÇÕES DESEJADAS VAMOS HONRAR O PAÍS


Sem grandes surpresas, Nasir Ismael Issufo Salé foi anunciado, na quarta-feira, 30 de Abril, como o treinador que vai dirigir a Selecção Nacional na 29.ª edição do Afrobasket, a decorrer na Costa do Marfim, de 26 de Julho a 3 de Agosto próximo.
O técnico foi apresentado por Paulo Mazivila, presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), encerrando, assim, dias de dúvidas sobre quem seria o eleito para comandar uma das equipas de grande prestígio em África na sua 19.ª participação na competição, a 13.ª consecutiva no Afrobasket desde 2000, na Tunísia.
Aliás, desde a estreia em Angola-83, Moçambique só falhou um único Afrobasket, em 1997, quando a prova foi organizada pelo Quénia.
No Afrobasket, recorde-se, Moçambique está no Grupo “D”, ao lado da tetracampeã Nigéria e Ruanda, quarta classificada da última edição, quando recebeu pela primeira vez a competição em 2023, na sua capital Kigali.
Na sua apresentação, Nasir Salé recordou que em quase 50 anos de participação no Afrobasket e “independentemente do que foram as edições passadas”, o país “continua a ter uma palavra a dizer em função não só da qualidade que tem, mas também olhando para o que diz o ranking africano e mundial” que justificaram “o ‘WILD CARD’ para estar no Afrobasket, depois de falhar a qualificação directa.”
Sobre a competição, Salé garante que se lhe forem dadas as condições acordadas com a FMB, vai a Abidjan para lutar por algo que o país procura e que ainda não a teve, nomeadamente a conquista do seu primeiro título de campeão de África.
“Vamos jogar um Afrobasket que não foge à regra no que diz respeito às ambições das outras equipas. Mas em função do acordo que tivemos, queremos manter rigor em relação à nossa perspectiva e às condições desejadas. Se tal acontecer, tenho certeza absoluta que vamos participar condignamente e honrar o bom nome do nosso país e este momento especial em que, na FMB, temos jogadoras com muita persistência, cariz e vontade de dignificar a todos”, garante o treinador para quem, em função do modelo competitivo, o mais importante é a segunda fase, a eliminar.
“A equipa que vencer o grupo tem a vantagem de se qualificar directamente aos quartos-de-final e ganhar dois dias de descanso, mas as que terminarem em segundo e terceiro lugares vão continuar a disputar a qualificação aos quartos-de-final. Ou seja, este modelo competitivo faz com que qualquer selecção possa sonhar. E porque sonhar não é proibido nem paga imposto, Moçambique vai participar condignamente. Primeiro, vamos encarar a fase de grupos e, depois, ter a certeza de que não vamos desistir em nenhum jogo”, disse.

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