O nome do malawiano John Banda ainda está fresco na memória de muitos moçambicanos, sobretudo dos que têm paixão pelo desporto, futebol em particular. Médio-centro de grande craveira, o craque emprestou o seu talento ao Moçambola durante oito anos, período durante o qual foi uma peça-chave da Selecção do Malawi, onde foi “capitão”.
Chegou ao nosso solo pátrio em 2016. O Ferroviário de Nampula foi a sua porta de entrada, numa altura em que o prestigiado técnico Arnaldo Salvado era o treinador da equipa. A sua inegável qualidade foi determinante para a boa época rubricada pela melhor equipa do Norte, que nessa temporada terminou na quinta posição da tabela classificativa, em igualdade pontual (50) com o Chibuto (terceiro) e Liga Desportiva de Maputo, quarto classificado.
Entretanto, o auge da sua presença nos “locomotivas” de Nampula foi, indubitavelmente, a época de 2018, em que John Banda ajudou a equipa de Arnaldo Salvado a melhorar substancialmente de rendimento, o que se consubstanciou no quarto lugar conseguido na tabela classificativa final, naquilo que, aliás, seria a sua última época na equipa.
As suas potencialidades em todos os aspectos ligados ao jogo falaram mais alto. O “staff” técnico da União Desportiva do Songo rendeu-se às evidências, convidando o talentoso malawiano a juntar-se aos seus activos. Efectivava-se, então, a entrada de mais um Banda na equipa, já que o primeiro que andou por lá foi, exactamente, o seu irmão mais velho, Frank Banda, extremo-esquerdo com quem John teve o prazer de jogar efemeramente em 2020.
O pináculo da sua prestação no futebol moçambicano registou-se na União Desportiva do Songo. No ano da sua chegada conquistou a Taça de Moçambique. Três anos depois ajudava a formação da barragem de Cahora Bassa a conquistar o mais valioso título do futebol moçambicano, ao tornar-se campeão nacional. O seu último título foi o de vencedor da Supertaça, em 2023.
Quando menos se esperava, a época de 2024 acabaria sendo a de despedida do futebol moçambicano. O Songo fez uma brilhante época e teve tudo para sagrar-se campeão, mas depois de uma luta titânica com a Associação Black Bulls deixou o título fugir-lhe à última hora, terminando na segunda posição, atrás dos “touros”, então orientados pelo carismático técnico português Hélder Duarte.
No final da época 2024, John Banda, na altura com 31 anos, fez parte de uma lista de jogadores com quem a UD Songo não se mostrou interessada em renovar os contratos. Valério, Talapa, Jejê, o ruandês Abeddy, Allan, Reginaldo, Candinho, Jimmy e o camaronês Fopa foram os outros que engrossaram essa extensa lista.


