EDMILSON JOSÉ, EM RABAT, COM APOIO DA

A espera está prestes a terminar. É já na quinta-feira, quando forem 18.00 horas de Moçambique, que a Selecção Nacional de futebol Sub-17 inicia a corrida pelo sonho de uma inédita qualificação para o Campeonato do Mundo do escalão, a realizar-se este ano no Qatar. Para os “Mambinhas”, a luta começa na quinta-feira, uma vez que o Campeonato Africano das Nações (CAN) arranca nesta quarta-feira, prova essa que serve igualmente de qualificação para o “Mundial”, que pela primeira vez vai contar com dez vagas para o continente africano.
Inserido no Grupo “C”, a estreia de Moçambique será frente à sua similar da Tanzania, sendo que terá, posteriormente, de defrontar a vice-campeã africana, Mali, no dia 17 deste mês, e mais tarde, no dia 20, decide o seu futuro na prova diante de Angola, na terceira e última jornada da fase de grupos.
Mesmo após sofrer três derrotas no estágio pré-competitivo realizado em Casablanca, os atletas, bem como a equipa técnica, estão convictos de que o sonho do “Mundial” não escapa, sendo que reconhecem que nesta fase a responsabilidade pelo apuramento ou não é inteiramente da equipa, que deverá saber sofrer em campo e fazer o mais importante: ganhar jogos, sobretudo o da estreia.
JOGOS SERVIRAM PARA
TIRAR ALGUMAS ILAÇÕES
O seleccionador nacional de futebol Sub-17, Luís Guerreiro, fez um balanço positivo do estágio pré-competitivo realizado em Marrocos, apesar de a selecção moçambicana não ter conseguido vencer nenhum dos três embates amigáveis disputados antes da estreia no Campeonato Africano das Nações (CAN). Perdeu diante da selecção ugandesa, dos Camarões (3-1) e ante o Marrocos (3-2), marcou quatro golos e sofreu nove.
Ao analisar o último encontro de preparação, frente aos Camarões, o seleccionador nacional reconheceu que a equipa esteve abaixo do rendimento apresentado anteriormente. “Relativamente a este jogo, eu penso que foi o que não foi tão bem-conseguido como os outros”, começou por dizer, explicando que as alterações efectuadas tinham como objectivo observar melhor alguns jogadores, que precisavam de ganhar minutos.
Mesmo assim, Guerreiro entende que a turma deixou sinais positivos. “Penso que começámos a ganhar e devíamos ter continuado a atacar. Tivemos mais perto do 2-0 do que de sofrer o golo”, lamentando depois os erros defensivos cometidos. “Os três golos que nós sofremos são consentidos”, reconheceu.
Apesar dos resultados menos conseguidos, o seleccionador considera que os amigáveis cumpriram o principal objectivo da preparação. “Estes encontros servem para tirar ilações dos próprios jogadores e dos sistemas que vamos utilizar”, explicou.

