O presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Jr., anunciou ontem que a instituição está a ponderar organizar o Moçambola do próximo ano no modelo regional, para reduzir os elevados custos de participação no Campeonato Nacional.
Segundo o dirigente, a reflexão surge na sequência da interrupção da edição 2025, que terminou sem a realização das três últimas jornadas, devido à falta de recursos financeiros para assegurar o transporte aéreo das equipas, uma situação que dificultou a conclusão da prova no modelo actual de todos contra todos.
O presidente da LMF explicou que o cenário gerou um amplo debate a nível nacional, levando a Liga a considerar alternativas que possam garantir maior sustentabilidade financeira e melhor gestão da competição. Nesse contexto, foi apresentada aos clubes uma proposta inicial, embora estes tenham solicitado mais tempo para reflectir antes de tomar qualquer posição definitiva.
A Liga prevê a criação de uma comissão de trabalho em Janeiro, que terá a missão de aprofundar o debate e recolher contributos dos clubes. A expectativa é que até ao dia 20 do próximo mês haja maior clareza sobre o rumo a seguir, permitindo preparar a próxima edição do campeonato sem sobressaltos.
“Entre as hipóteses em análise está um modelo que vai permitir com que em cada região participem seis clubes. A direcção da LMF sublinha, no entanto, que esta proposta ainda não está fechada e será alvo de discussão e eventual aprimoramento pelos filiados. É tempo de reflectir sobre soluções estruturais que assegurem a estabilidade e a continuidade do Moçambola no futuro”, disse o dirigente.
Ao terminar, Simango destacou que, apesar das dificuldades enfrentadas ao nível interno, a Liga congratula o momento positivo vivido pelo futebol nacional, impulsionado pelos bons resultados da Selecção Nacional, que recentemente alcançou um feito histórico ao apurar-se para os oitavos-de-final do CAN.


