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Os associados da LMF são de opinião que houve algum descuido da FMF no tratamento do “dossier”.
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MOÇAMBOLA

CLUBES CÉPTICOS QUANTO AO MOÇAMBOLA SOB GESTÃO DA FMF

A semana finda começou com um comunicado da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), no qual o órgão reitor do nosso futebol anunciava que reassumiria a gestão e controlo do Moçambola, na sequência de vários contra-tempos que a edição do ano passado teve e que levaram com que a prova fosse abruptamente terminada faltando três jornadas por disputar.

Surpresos, divergentes, cépticos e ansiosos, os clubes participantes do Campeonato Nacional de Futebol consideram que foram postos de parte na decisão de retirar os poderes da Liga Moçambicana de Futebol (LMF) na gestão do Moçambola, sendo que este órgão foi responsável pela administração da prova nos últimos 25 anos.  

Os associados da LMF são de opinião que houve algum descuido da FMF no tratamento do “dossier”, sugerindo que este é um assunto que devia ter sido exaustivamente abordado em privado entre estas as duas entidades que regem o futebol nacional, evitando-se exposições públicas, como ficou patente no comunicado emitido há uma semana, pois isso pode descredibilizar ainda mais o Moçambola.

No seu comunicado, a FMF vinca que a interrupção do Moçambola-2025 deixou pendentes questões cruciais como a atribuição do título de campeão nacional, a definição das equipas despromovidas e a indicação dos clubes que representarão Moçambique nas competições da CAF, deixando claro que a prova ainda não está homologada.

Para lidar com a situação, a FMF criou uma comissão de trabalho liderada pela federação e integrada por representantes da LMF e outros “stakeholders” do futebol nacional.

A comissão terá como missão apurar as causas financeiras, administrativas, organizacionais e desportivas que levaram à interrupção do campeonato, além de analisar o formato competitivo mais adequado para o Moçambola-2026 e épocas seguintes, bem como a eventual renovação do acordo com a LMF.

A comissão deverá apresentar um relatório com conclusões e recomendações à Direcção Executiva da FMF, que mantém a decisão final sobre todas as matérias, em conformidade com os seus estatutos e regulamentos. Entretanto, o Moçambola-2025 foi interrompido na 23.ª jornada, com a União Desportiva do Songo já com título de campeã nacional matematicamente garantido, e o Desportivo da Matola no plano oposto, isto é, como último classificado, independentemente do que acontecesse nas últimas três rondas.

Mesmo com jornadas pendentes, a LMF deu por terminado o campeonato, tendo incluído o Desportivo de Nacala e o Textáfrica na lista dos despromovidos, apesar de que estes dois ainda tinham hipóteses matemáticas de se salvarem, pelo que ambos contestam e prometem lutar até às últimas consequências por aquilo que chamam do seu “legítimo direito de estar na I Divisão”.

Os clubes abordados pelo desafio, para além de se mostrarem surpreendidos, apelam ao diálogo, ao fim da indefinição, e acreditam que esta decisão da FMF é temporária, mas defendem que em 2026 tem de haver um campeonato que seja viável e que esteja ao alcance de todos, independentemente do modelo.

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