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MALHANGALENE E MATCHEDJE CAMPEÕES NACIONAIS

Malhangalene é campeão nacional de andebol séniores masculino, após vencer o seu rival OB 24, por 25-22, na final disputada na noite de sábado, na cidade de Tete. O Matchedje conquistou igual proeza no sector feminino, ao derrotar o Maxaquene por 29-22, partidas que transformaram o Pavilhão Municipal num verdadeiro palco de grande espectáculo.

A final masculina conheceu, logo no início, algumas contrariedades, quando, de forma inesperada, a terra conhecida pelo calor começou a registar queda de chuva. Apesar de o Pavilhão Municipal da Cidade de Tete ser coberto, não é totalmente fechado, facto que deixou a quadra molhada, obrigando os árbitros a interromper o jogo por cerca de 20 minutos. A situação repetiu-se por duas vezes.

Estas interrupções não foram, contudo, suficientes para diminuir a qualidade do espectáculo, que desde cedo se antevia intenso, pelo facto de estarem frente-a-frente dois históricos rivais da capital do país, a cidade de Maputo, com muitas contas por ajustar no andebol. Assistiu-se, assim, a uma noite de constantes reviravoltas, em que o vencedor apenas foi conhecido nos minutos finais.

Os rapazes da Malhangalene apostaram num jogo ofensivo, procurando, sempre que tinham a bola, fazê-la circular na zona mais recuada do adversário. Encontraram, porém, um OB 24 com atletas capazes de responder através de contra-ataques em alta velocidade sempre que recuperavam a posse de bola ou quando o guarda-redes defendia.

As bancadas do pavilhão estiveram quase sempre em alvoroço, e não era por acaso, pois a cada golo de uma equipa seguia-se a resposta imediata da outra. Esse equilíbrio levou as formações a recolherem aos balneários empatadas ao intervalo (11-11). O cenário manteve-se na etapa complementar, mas a Malhangalene, com ataques melhor ensaiados, maior solidez defensiva e um guarda-redes mais atento, acabou por impor-se, fixando o resultado final em 25-22.

No sector feminino, o Matchedje, ao som da banda militar, teve de conjugar habilidade e paciência para superar o Maxaquene, que também justificou em campo a razão de ter chegado à final numa sequência de vitórias. As “tricolores” pecaram, no entanto, na finalização, uma vez que vários ataques terminaram com remates aos postes ou desenquadrados com a baliza.

As “militares”, por sua vez, evidenciaram grande qualidade na circulação de bola, conquistando espaços para penetrações e remates certeiros. Pode dizer-se, inclusive, que o triunfo não foi por números mais expressivos devido à excelente exibição da guarda-redes “tricolor”, que revelou elevados níveis de concentração, ainda que insuficientes para evitar a derrota por uma diferença de sete golos.

Na disputa pelo terceiro lugar, o Sporting de Quelimane venceu o Cardoso FC por 31-24, em masculinos. No género oposto, a Laranja Mecânica ainda tremeu, mas terminou vitoriosa diante do Sporting de Quelimane, por 29-27.

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