O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, classificou o ano ora findo como desafiador, complexo e atípico em todas as vertentes. Para o pelouro do desporto, o governante fala de um ano bastante conturbado. Contudo, destaca algumas realizações que trouxeram certo alento aos amantes do desporto, com destaque para o futebol, onde a Selecção Nacional se destacou com resultados animadores no Campeonato Africano das Nações (CAN), que decorre em Marrocos, e na corrida para o “Mundial”-2026, na qual os “Mambas” tiveram um desempenho nunca antes registado, ao arrastar a luta pela qualificação para quase o fim da campanha.
A primeira vitória num CAN, em Marrocos, frente ao Gabão (3-2), na segunda jornada do Grupo “F”, foi celebrada com enorme entusiasmo e num ambiente bastante festivo, já que aconteceu durante o período da quadra festiva. O triunfo tem também um significado histórico, porque marca, igualmente, a primeira presença do combinado nacional nos oitavos-de-final de um CAN.
Os “Mambas” defrontam hoje a Nigéria com a ambição de alcançar mais um marco histórico, em caso de transitar para os quartos-de-final. O Presidente da República, Daniel Chapo, elevou a fasquia de premiação para a Selecção Nacional. Em caso de transição, cada jogador e membro da equipa técnica amealhará 500 mil meticais, montante que o Governo assegurou com apoio de parceiros. Para já, o Governo garantiu, de acordo com o ministro Caifadine, 150 mil meticais, para cada jogador, pela passagem para os oitavos-de-final.
O sucesso dos “Mambas” pode também ser associado ao ambiente que o Governo criou à sua volta, entre as condições asseguradas com apoio do empresariado para que não lhes faltasse o essencial nas deslocações. Mas antes, o Governo engajou-se logo que tomou posse para assegurar que os “Mambas” voltassem a jogar em casa, com intervenções no Estádio do Zimpeto, que contribuíram para o levantamento do banimento daquele mega-recinto, que estava impedido de acolher jogos internacionais pela Confederação Africana de Futebol, por não reunir condições para o efeito.
O Governo priorizou ainda que os compromissos internacionais das selecções nacionais, nas diferentes modalidades, fossem concretizados, mesmo com recursos escassos, devido à grave situação económica do país. O ano atípico foi caracterizado por um plano e orçamento anual aprovados tardiamente. Isso concorreu para que as actividades previstas não fossem concluídas.
No plano interno, o Governo foi várias vezes chamado para “salvar” o Moçambola, que “andou” financeiramente muito conturbado e, por isso, demorou a arrancar. Previsto para iniciar em Março, só começou em Maio e não terminou, já que foi suspenso, faltando algumas jornadas, devido à falta de fundos.
Na entrevista que se segue, Caifadine Manasse fala na primeira pessoa sobre os desafios desportivos de 2025 e as perspectivas para 2026.


