O futebol moçambicano está de luto pela morte, na tarde desta sexta-feira, de Almeida Ubisse, ocorrida no Hospital Central de Maputo, vítima de doença prolongada.
Com 68 anos de idade, completados a 3 de Agosto último, a saúde do finado — o capitão tricolor que mais taças ergueu na história da colectividade — vinha evoluindo de forma preocupante, com recaídas recorrentes que exigiam cuidados intensivos.
Família e amigos lutaram quanto puderam, mas Almeida não resistiu, numa altura em que decorriam campanhas de sensibilização para doação de sangue, com vista a debelar o défice diagnosticado pelos médicos.
O ex-médio do Maxaquene será para sempre lembrado pela sua insaciável apetência para marcar golos de longa distância, fruto de remates portentosos e impressionantes.
Longilíneo, com quase dois metros de altura, o seu biótipo adequava-se mais ao basquetebol do que a qualquer outra modalidade. Ainda assim, Almeida escolheu o futebol — e não escolheu mal.
Durante toda a década de 80, afirmou-se como um exímio rematador de meia distância e especialista na marcação de livres. De corpo franzino e musculatura pouco volumosa, era assombroso ver a força brutal com que os seus “tiros” partiam em direcção à baliza, muitas vezes com sucesso, tanto ao serviço do Ferroviário, como do Maxaquene e da Selecção Nacional.
Recorde-se que Almeida Ubisse conquistou três títulos consecutivos pelo Maxaquene e integrou a Selecção Nacional no CAN’86, no Cairo, Egipto — a primeira participação de Moçambique numa fase final da prova.



