Os 25 eleitos de Chiquinho Conde para o CAN, que decorre desde ontem, têm diante de si uma oportunidade de ouro, a de reescrever a história de uma selecção que em cinco edições somou apenas quatro empates e 11 derrotas em 15 jogos disputados.
Apesar de ser um histórico desanimador, é neste momento que devemos recordar as palavras de Nélson Mandela: “Tudo parece sempre impossível até que seja feito”. É essa possibilidade que coloca esta geração à beira de escrever as páginas mais bonitas da história do futebol moçambicano.
Cientes de que a maior glória do homem não está em nunca cair, mas em levantar-se sempre após a queda, acreditamos que cada edição sem vitória foi uma lição, um degrau construído com coragem, a mesma que é necessária para transformar experiência em determinação, e esta em conquista.
Os capitães Dominguez e Mexer, presentes nas edições de 2010, 2023 e agora 2025, são os jogadores mais experientes do grupo e devem servir de exemplo aos mais jovens, dentro e fora de campo, numa turma que tem estrelas como Geny Catamo e Reinildo Mandava no seu melhor.
Conde, ligado a cinco CAN de Moçambique – 1986, 1989 e 1998, como atleta; 2023 e 2025, como treinador – é quem conduz uma selecção que carrega não só o orgulho de um povo, mas a missão de provar que as estatísticas não definem o futuro. A vitória pode estar tão próxima quanto a vontade de lutar por ela, mesmo diante de adversários com peso de Costa do Marfim, Camarões ou de Gabão.
A partir de quarta-feira (24), diante da Costa do Marfim, mais de 34 milhões de moçambicanos estarão com estes 25 jogadores, sonhando com um bom desempenho e a oportunidade de finalmente reescrever a história e fazer uma nação sonhar.


