Senegal conquistou o seu segundo título na história do Campeonato Africano das Nações (CAN) ao vencer o anfitrião Marrocos por 1‑0 na final, disputada em Rabat. Os “Leões de Teranga” já tinham erguido o troféu em 2021, e desta vez repetiram a façanha com um golo decisivo de Pape Gueye no prolongamento, após um empate sem golos no tempo regulamentar.
Contudo, a vitória foi marcada por uma enorme polémica nos minutos finais, quando o árbitro, após revisão do VAR, assinalou uma grande penalidade duvidosa a favor do Marrocos nas compensações (90’+7). Irritado com a decisão, o treinador do Senegal Pape Twiah ordenou que os jogadores abandonassem o campo em protesto, num cenário sem precedentes numa final do CAN. Após vários minutos de interrupção e pressão do capitão Sadio Mané, a equipa regressou para continuar a partida. O avançado Brahim Díaz falhou o “penalty” com um fraco remate, e Senegal aproveitou no prolongamento para vencer.
Esse episódio — abandono temporário de campo e tensões com a arbitragem — foi, inevitavelmente o momento mais marcante do torneio, deixando um misto de celebração e controvérsia entre adeptos. Nos prémios individuais, Sadio Mané foi eleito melhor jogador do torneio, Bono melhor guarda-redes, Brahim Diaz melhor marcador ( cinco golos) e Marrocos equipa fair-play.


