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LONGE DE CASA, MAS PERTO DO SONHO “AMERICANO”

Enquanto o Inverno cobre os ginásios do interior dos Estados Unidos, jovens moçambicanos correm, saltam e lançam sonhos em tabelas distantes. É ali, longe das ruas de Maputo, Beira ou Matola, que o basquetebol se transforma em projecto de vida e tornou-se língua comum para uma geração que aprendeu a sair cedo de casa para crescer longe, mas sem nunca se desligar das raízes. Nas Community Colleges e universidades norte-americanas há, hoje, sotaque moçambicano no jogo, nos números e, sobretudo, na ambição.

Não aparecem nas manchetes internacionais, mas são jovens que carregam nas costas mais do que uma pasta: levam consigo o sonho de uma carreira, o peso da responsabilidade e a esperança de um país que continua a exportar talento.

Num contexto cada vez mais competitivo, onde milhares de atletas lutam por minutos, bolsas de estudo e visibilidade, os moçambicanos têm conseguido afirmar-se pela disciplina, capacidade física, inteligência táctica e resiliência cultural. Nomes como Azénio Cossa, Uwami Chongo, Chana Paxixe, Sandra Magoliço, Jessy Joaquim e Filipa Calisto representam hoje diferentes etapas de um mesmo processo: usar o basquetebol como ponte para o conhecimento, para o alto rendimento e para o futuro.

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Foi fundado no dia 24 de Junho de 1987 como presente da Sociedade do Notícias aos desportistas por ocasião dos 12 anos de Independência Nacional, que se assinalaram nesse mesmo ano.