Os jogadores do Textáfrica não treinaram na manhã de ontem (segunda-feira) em reivindicação ao atraso salarial, agora na ordem de dois meses. Os jogadores condicionam o pagamento da dívida para o retorno às actividades.
Esta é a segunda vez que esta situação, que tem sido recorrente naquela colectividade, acontece. Os jogadores disseram à nossa equipa de reportagem que só se deslocaram a Nacala, onde perderam com o Ferroviário local, a pedido dos treinadores.
Esperam que essa situação seja resolvida muito antes para permitir a preparação da partida desta sexta-feira em Maputo frente aos “locomotivas”.
Frise-se que antes do jogo com o Ferroviário de Nampula, da quarta jornada, a direcção prometeu que iria pagar, com valor da bilheteira, a 15 dos jogadores do plantel e que faria o mesmo com os restantes atletas, após o jogo com o Ferroviário de Lichinga, da sexta jornada. No entanto, até à altura em que os jogadores falaram com a nossa Reportagem ainda não se havia efectuado o pagamento.
Contactámos Sérgio Pereira, presidente da colectividade “fabril”, que reconhece que há salários em dívida. “Estamos a dever dois meses, sim… Maio e Junho, mas o último termina hoje (segunda-feira). Portanto, não se pode considerar que já esteja em dívida. Estamos a envidar esforços para conseguir os valores e ultrapassar a situação”, disse o dirigente.
Pereira afirmou que esperava pagar até ao final da tarde de ontem parte da dívida, facto que não conseguimos confirmar até ao fecho deste espaço.
Entretanto, soubemos que o governo de Manica está à procura de soluções para ultrapassar este impasse de modo a viabilizar-se a deslocação da equipa a Maputo. Com efeito, está previsto, a princípio, para hoje um encontro com os jogadores e a direcção do Textáfrica.


