A história repete-se ano após ano, as actividades de hóquei em patins na capital do país têm sido duramente penalizadas pela falta de campo. É um problema já com “barba branca” que muito prejudica o andamento competitivo dos hoquistas que se vêem obrigados a fazer longas paragens.
Há muito custo, a Associação de Patinagem da Cidade de Maputo (APCM) conseguiu organizar duas provas, nomeadamente o Torneio de Abertura e de Preparação, com ambas a terem lugar no pavilhão do Desportivo, que se tornou no novo palco da modalidade, porque a “catedral”, o pavilhão do Estrela Vermelha, não tem condições para receber jogos à noite devido à fraca iluminação.
Mas, apesar da boa vontade dos “alvi-negros” em ceder o campo, a APCM vê-se à tona para encontrar espaço para organizar os seus jogos, já que há outras actividades, como os treinos do próprio clube. Desde o dia 2 de Julho, data em que foi disputada a última jornada do Torneio de Preparação, o hóquei está parado. Ou seja, já passa mais de um mês que a APCM organizou a última competição, um intervalo longo que prejudica o ritmo dos atletas num ano de Campeonato Africano, agendado para Angola de 20 a 25 de Outubro.
Entretanto, segundo o presidente da APCM, Lucas Cossa, esta é uma situação que será resolvida em breve estando a decorrer negociações com o Desportivo para a cedência do seu pavilhão. “Vamos submeter uma carta a solicitar a cedência do pavilhão para as quarta-feiras. O Desportivo mostrou-se disponível para abdicar do seu treino neste dia de semana e ceder a APCM para a realização de jogos. Quero desde já agradecer ao clube por este gesto. Faltava acertar detalhes para que o campeonato arranque e não tenhamos mais interrupções”, disse.
O dirigente assegurou ainda que já encontrou a solução para o pagamento dos árbitros e não constituirá entrave para o arranque da prova.
Mas as longas paragens têm causado desespero aos atletas, que são os principais fazedores da modalidade e querem ver evitadas situações do género.


