O técnico “locomotiva” afirmou que o jogo contra AS Otohô foi bem disputado, embora o resultado negativo, que é em si comprometedor para a eliminatória, sobretudo quando a segunda “mão” é disputada fora.
“Perder em casa nunca foi bom, mas nada é impossível. Temos ainda 90 minutos da outra “mão”. Da mesma forma que eles vieram cá e conseguiram ganhar, nada nos impede também que no terreno do adversário consigamos uma vitória. O futebol é assim mesmo. Em termos de abordagem de jogo até estivemos melhor do que a eliminatória passada, criámos algumas oportunidades que deviam ter resultado em golos. Não marcámos e no nosso bom momento o adversário acabou por fazer o golo. Mas o futebol é isso, temos de levantar a cabeça, não pensarmos que já está tudo decidido, porque ainda temos mais um jogo por fazer”, comentou.
Quanto à demora da substituição de Elias Macamo, que desde o princípio do jogo acusou um certo desequilíbrio emocional com passes mal feitos e frequentes perdas de bola até ao erro crasso que culminou com o golo da AS Otohô, o treinador evitou particularizar a culpa apontando o dedo ao avançado do Ferroviário.
“Todos os jogadores estão susceptíveis de falhas”, frisou.
Num jogo em que o Ferroviário teve maior posse de bola e remates enquadrados, o treinador realçou que nem sempre que se joga bem se ganha.
“Hoje fizemos um bom jogo e não ganhámos. Sofremos o golo numa situação menos esperada. Mas posso dizer que não ganhámos somente porque não conseguimos marcar golos. A equipa esteve bem, produziu, todos viram que se bateu muito bem durante os 90 minutos. Fez de tudo para sair daqui com um resultado diferente. Há que fechar esta página e abrirmos a do jogo da segunda “mão” para ver se conseguimos melhorar o nosso desempenho”, concluiu, negando que tenha havido dificuldades na execução do plano do jogo.
“Se tiver reparado até executámos bem o plano. Procurámos ser uma equipa mais ofensiva, chegar mais vezes ao último terço do terreno do adversário para conseguir marcar golos. Simplesmente o que falhou é não termos conseguido marcar”, explicou.
Relativamente ao adversário, afirmou que sabia que se trata de uma equipa competitiva, intensa e que mostrou em campo que não vira a cara à luta.


