O presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF), Francisco Machel, reagiu, de imediato, às acusações que pesam sobre si. “O nosso trabalho incomoda a algumas pessoas do nosso sector. Pode verificar que são as mesmas pessoas que desestabilizaram o trabalho de outras direcções que passaram pela CNAF”, afirmou o nosso interlocutor.
O líder da CNAF diz que “a gestão deste órgão não pode ser feita por todas as pessoas da arbitragem ao mesmo tempo. Infelizmente, há pessoas que no lugar de apoiar preferem estar sempre em prontidão para contestar e sabotar. São pessoas bem identificadas. Criam barulho, distúrbios e desestabilizam”, realçou e acrescentou que “a federação conhece essas pessoas, a liga de futebol também. Nenhum desses elementos foi alguma vez indicado para dirigir a CNAF, porque são reconhecidos como nocivas e sem capacidade para dirigir os árbitros”, declarou.
Para Machel, a base para toda a convulsão “são as nomeações dos jogos do Moçambola. Tudo isto acontece porque acabei com o circuito das nomeações”, disse, referindo que “todas as acusações são infundadas e carregadas de frustração porque esses indivíduos já não têm acesso àquilo que no passado era usado para desencadear acções em benefício pessoal”.
Francisco Machel conta que “no ano passado fizeram um abaixo-assinado e também dirigiram-se à LMF, como também ao Ministério da Juventude e Desportos, para tentar desestabilizar-nos. Este ano, mobilizaram os árbitros mais novos a aderir a uma greve, alegadamente porque a LMF deve dinheiro desde o ano passado. Felizmente, não tiveram sucesso”.
Durante a conversa, o presidente dos árbitros declarou que “se eles acham que têm a razão, que mostrem a cara. Não se escondam por trás de cartas anónimas”.


