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A caminhada da Vila Nova foi irrepreensível e confirmou uma hegemonia construída com autoridade.
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VILA NOVA É TETRACAMPEÃ EM JUVENIS

A Escola Secundária Vila Nova voltou a escrever o seu nome em letras douradas no basquetebol juvenil feminino ao sagrar-se tetracampeã nacional no fim-de-semana último, em Quelimane, província da Zambézia.

O conjunto “estudantil” confirmou o favoritismo ao vencer o Ferroviário de Maputo por 50-44, numa final intensa. Em masculinos, a grande novidade foi a consagração do Clube Desportivo Municipal da Beira, que levantou a taça ao superar o Ferroviário de Maputo por 64-54, numa final inédita e altamente disputada.

A caminhada da Vila Nova foi irrepreensível e confirmou uma hegemonia construída com autoridade. A equipa terminou a competição invicta, com sete vitórias em sete jogos, incluindo um triunfo sobre o Ferroviário de Maputo ainda na fase de grupos. O favoritismo das alunas do Monte Binga e Cabeça do Velho não se sustentava apenas nos números, mas também na organização e maturidade exibidas em campo.

A final foi disputada a um ritmo elevado, com momentos de grande tensão dentro e fora do rectângulo de jogo. A Vila Nova entrou determinada e venceu o primeiro período por 19-9. O Ferroviário reagiu no segundo quarto e reduziu a diferença para apenas dois pontos ao intervalo (29-27), relançando o encontro. No entanto, a experiência das tetracampeãs voltou a fazer a diferença após o intervalo, com o terceiro período a terminar em 44-31. Apesar da insistência do Ferroviário nos minutos finais, a Vila Nova manteve o controlo emocional e táctico do jogo, fechando o marcador em 50-44 e confirmando a conquista do quarto título nacional consecutivo.

A decisão masculina abriu o dia de finais e foi marcada por intensidade, nervosismo e alguma polémica, ingredientes típicos de um duelo histórico. O Ferroviário de Maputo entrou melhor e foi o primeiro a pontuar, mas o Municipal da Beira respondeu  e terminou o primeiro período em vantagem (18-13). A equipa do Chiveve manteve a consistência no segundo quarto, ampliou a vantagem para 30-24 e chegou ao último período a vencer por uma margem mínima (46-44), com o jogo completamente em aberto.

Quando o encontro parecia pender para qualquer um dos lados, surgiu o momento decisivo: Samora converteu um triplo a dois minutos do fim, lance que deu tranquilidade ao Municipal da Beira. A partir daí, a equipa geriu o relógio até fixar o resultado final em 64-54. A vitória teve um sabor especial, uma vez que a única derrota do Municipal da Beira na fase de grupos havia sido precisamente frente ao Ferroviário de Maputo. Na final, porém, a história foi reescrita.

No balanço final da prova, o Ferroviário de Nampula garantiu o terceiro lugar em femininos, enquanto em masculinos a Academia Desportiva Mucupelinhas de Nacala terminou na terceira posição, beneficiando da desqualificação do Colégio de Basquetebol de Quelimane por utilização indevida de jogadores.

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