A Selecção Nacional está há 24 horas sem treinador, uma vez que o contrato, iniciado entre a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e Chiquinho Conde, expirou no último sábado.
Face ao cenário, iniciou a “caça” ao seleccionador nacional, com o nome de Chiquinho Conde a ser igualmente referenciado como sucessor de si mesmo, o que pode fazer valer o velho ditado que diz: “em equipa que ganha não se mexe”.
Os dias que seguem, ou mesmo semanas, vão oficializar o nome do homem que se segue, que, de acordo com fontes próximas ao processo, confidenciaram-nos que será Chiquinho Conde. Para já, não haja dúvidas que a tarefa será de qualificar os “Mambas” para o CAN-2027 e procurar cumprir o sonho de apurar Moçambique ao “Mundial”-2030.
ALÍVIO DO PESO ALÍVIO DO PESO O CHIQUINHO
A FMF evita, desta forma, que um outro treinador sinta o peso de suceder o técnico de 60 anos de idade que, além de duas qualificações para o CAN, conseguiu fazer história pelos “Mambas”, alcançando a primeira vitória na prova continental e ainda o apuramento inédito aos oitavos-de-final.
É importante que se diga que Chiquinho Conde, ao longo dos dois ciclos que esteve à frente da selecção, entre Outubro de 2021 e Agosto de 2024 e de Agosto de 2024 a 31 de Janeiro de 2026, cumpriu com o que lhe foi pedido, qualificando os “Mambas” em Setembro de 2023 para o CAN-2024, com um triunfo caseiro na última jornada, diante do Benin (3-2), quebrando um jejum que durava há 13 anos.
Recorde-se que em Agosto de 2024 o experiente técnico moçambicano tinha visto a sua ligação ser estendida pela primeira vez com uma exigência prioritária: levar a selecção ao CAN-Marrocos 2025, meta que viria a ser alcançada em Novembro do mesmo ano com uma vitória fora de portas, frente à Guiné-Bissau (1-2).
O seu percurso ficou historicamente marcado por essa primeira vitória num CAN (Marrocos-2025), que deu azo à também inédita presença nos oitavos-de-final, catapultando uma nação que andava sedento de vitórias.
O caminho de Chiquinho à frente da selecção fica ainda marcado pela qualificação para o CHAN-2022, onde pela primeira vez marcou presença nos quartos-de-final, naquele que foi o seu primeiro momento “mágico”, antes dos feitos alcançados na maior competição africana de futebol.


