A Assembleia-Geral Extraordinária para a eleição dos novos órgãos sociais da Associação de Andebol da Cidade de Maputo (AANDCM), marcadas para sábado, corre o risco de ser adiada devido à falta de candidaturas.
Hoje é o último dia de submissão das candidaturas, segundo a convocatória da reunião magna, mas até ao momento nenhuma lista manifestou formalmente a intenção, depois da desistência de Zefanias Taela, na semana passada.
Segundo o presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Bernardo Tivane, se até ao final do dia de hoje não houver qualquer candidatura para a sucessão de Alberto Amone, que renunciou ao cargo no ano passado, devido à pressão dos associados, o pleito será adiado “sine die”.
“Estamos a monitorar o processo e se não tivermos candidaturas não teremos outra hipótese se não adiar as eleições para uma próxima ocasião. Há algum movimento de candidatos, mas formalmente, a nível da nossa secretaria ainda não houve nada”, esclareceu Bernardo Tivane.
Estas eleições são vistas pelos amantes do andebol como uma luz no fundo do túnel para a modalidade, que nos últimos tempos têm passado por momentos difíceis.
A modalidade debate-se com dificuldades a todos os níveis, a começar com as competições que não são regulares. Essa situação precipitou recentemente o abandono de clubes históricos como o Costa do Sol, alegadamente por investir muito dinheiro numa modalidade que nem sequer consegue movimentar uma prova por ano.
O ano de 2024 foi, provavelmente, o pior de todos, pois não teve qualquer prova, o que deixou os dirigentes dos clubes, atletas e treinadores agastados. Foi nesse contexto que surgiu o movimento de pressão contra Alberto Amone, então presidente da AANDCM, que era acusado de inoperância. Amone não aguentou a pressão, acabando por renunciar.
Desde então, a agremiação é dirigida por uma comissão de gestão, mas as dificuldades persistem. Faltam infra-estruturas, dinheiro, materiais entre outros pormenores indispensáveis para o desenvolvimento do desporto.


