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NOTICIÁRIO

ÁRBITROS FAZEM “ABAIXO-ASSINADO” CONTRA MACHEL

Quando falta menos de um mês para o arranque do Moçambola (seguindo à risca as previsões, pode ser em finais de Março ou princípios de Abril) chega-nos a informação que os árbitros elaboraram um abaixo-assinado visando destituir Francisco Machel do cargo de presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF). 

Estes, segundo o que nos foi dado a conhecer, recolheram cerca de 60 assinaturas de árbitros no activo (precisavam de, pelo menos, 100). No entanto, o processo da recolha de assinaturas não correu de feição porque, segundo nos consta, alguns árbitros, nomeadamente de Manica, Sofala, Niassa e Inhambane, não aderiram à contestação e, mais do que isso, trataram de fazer cópias do documento e enviaram-no ao líder da arbitragem, supostamente para alertá-lo do que estava a acontecer, suspeitando-se que esses protagonistas (juízes) sejam os que se beneficiam das nomeações feitas por Machel, objectivo escuso, segundo informações postas a circular nos últimos dias de 2025.

Nesse período, lembre-se, um grupo de árbitros apontou Machel como figura principal dos esquemas de arbitragem para facilitar a vida de alguns clubes e, naturalmente, prejudicar a, b, c ou d, e neste momento os “homens do apito” defendem que as provas oficiais, designadamente o Moçambola, Taça de Moçambique e o Campeonato Nacional da II Divisão não devem arrancar enquanto Francisco Machel se mantiver na presidência da CNAF, por o considerarem “persona non grata”.

Machel diz estar tranquilo em relação a tudo o que se tem dito e com as respostas na ponta da língua, já retorquiu à “intentona golpista”, começando por dizer que “não houve nenhum abaixo-assinado, porque os árbitros, do Rovuma ao Maputo, estão confiantes no trabalho da CNAF e assim não viram necessidade de entrar nessa balbúrdia”, disse, acrescentando que “esta é a intenção de pessoas que estando na arbitragem, mas fora de actividade, tentam a todo custo inviabilizar o nosso trabalho, debalde, uma vez que os árbitros não se deixam manipular”, declarou o líder dos juízes do futebol de Moçambique.

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