O novo ano trará seguramente uma grande “boa nova” para o desporto nacional. As obras de reestruturação e modernização do antigo Estádio da Machava, baptizado a 25 de Junho passado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, com o nome de Estádio da Independência Nacional, estão perto do fim e a previsão é que até próximo mês de Fevereiro estejam concluídas.
Os trabalhos de elevada magnitude, orçados em 10 milhões de dólares (cerca de 700 milhões de meticais), talvez os maiores que o país já vivenciou a nível desportivo, entraram na penúltima fase, a quarta, que passa pela montagem dos assentos plásticos. Neste momento, segundo o desafio apurou, já foram montadas 15 mil das 40 mil cadeiras, o que significa que o nível de execução está quase a meio e a previsão é que nas próximas duas semanas estejam completamente renovadas no tradicional verde e branco, as cores do clube da casa, o Ferroviário de Maputo, emblema que pertence à Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, proprietária e responsável pela gigantesca reabilitação.
Terminada esta fase, segue-se a montagem do “tartan” na pista de atletismo e a relva natural, sendo que ambos os materiais foram encomendados na África do Sul. A empresa encarregada de fazer a montagem só está à espera que o processo da colocação de cadeiras termine, impedindo assim que a relva seja pisada, pelo menos por cerca de 10 dias, tendo em conta o período para o enraizamento, uma vez que de contrário danificaria as raízes, atrasando o seu crescimento.
Sendo assim, a montagem da relva, que já deveria ter acontecido nos finais do ano passado (atrasou por motivos burocráticos), será a derradeira etapa desta reabilitação que começou em Maio de 2024 com os trabalhos de estudo no terreno, sendo que as obras propriamente ditas tiveram o pontapé de saída em Setembro, com a remoção da relva sintética.


