O Ferroviário da Beira viu nos últimos dias confirmadas as saídas de dez jogadores que faziam parte do seu plantel na época passada, num anúncio feito pelo próprio clube através das redes sociais.
A notícia agitou o universo do futebol nacional, uma vez que vários dos atletas integravam o grupo de titulares e alguns desempenhavam papel de liderança dentro de campo.
Entre os jogadores que deixaram o clube destacam-se três capitães: João Bonde, médio de referência, e os defesas Comissário e Foia.
A lista de saídas inclui ainda os avançados Ling e Matheus (brasileiro), os médios Karim (burundês) e Dainho, além de Fopa (camaronês), Infamara e do guarda-redes Carlos.
Até ao momento, a direcção do Ferroviário da Beira não avançou oficialmente os motivos que levaram à cessação do vínculo com estes atletas.
No entanto, sabe-se que quatro deles, Fopa, João Bonde, Foia e Karim deverão reforçar o Costa do Sol na próxima temporada, enquanto Comissário é apontado ao Ferroviário de Lichinga.
Os destino dos restantes jogadores permanece incerto, suscitando especulações sobre o futuro destes futebolistas. A saída destes jogadores representa um desafio considerável para a equipa orientada pelo técnico Akil Marcelino.
Muitos dos atletas que agora deixaram o clube foram determinantes no esquema táctico do treinador, ajudando o Ferroviário da Beira a ocupar o terceiro lugar na edição 2025 do Moçambola, um feito que confirmou a equipa como uma das mais consistentes do campeonato.
A perda destes elementos obriga, assim, o clube a reforçar-se rapidamente para manter a competitividade.
Refira-se que não é a primeira vez que os “Locomotivas” enfrentam saídas significativas. Ainda na temporada passada, o defesa-central Gustavo, de nacionalidade brasileira, deixou o clube no último jogo do Moçambola, assinando contrato válido por duas épocas com a turma do AmaZulu FC, da África do Sul.
Com o mercado de transferências aberto, o Ferroviário da Beira deverá agora apostar em novas contratações para preencher os vazios deixados pelos jogadores que marcaram a sua última temporada.
A gestão destes reforços será determinante para que os “Locomotivas” mantenham a tradição de disputar os lugares cimeiros do campeonato e continuem a ser uma referência no futebol moçambicano.


