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O objectivo principal, segundo o Pierluigi Collina, chefe da Arbitragem da FIFA, não é punir, mas sim dissuadir os jogadores de atrasarem o jogo.
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FIFA INOVA PARA “POUPAR” TEMPO

Comité da Arbitragem da FIFA acaba de implementar um conjunto de regras para reduzir a perda de tempo e aumentar espectacularidade futebol.

O objectivo principal, segundo o Pierluigi Collina, chefe da Arbitragem da FIFA, não é punir, mas sim dissuadir os jogadores de atrasarem o jogo.

Uma das principais medidas é a introdução de uma contagem decrescente de cinco segundos para a execução de lançamentos laterais e pontapés de baliza, que será iniciada ao critério do árbitro quando este detectar uma intenção deliberada de atrasar o reatamento.

Outra alteração visa as substituições lentas. Para além da obrigação já existente de o jogador sair pelo ponto mais próximo do campo, a introdução de um tempo limite provou ser um dissuasor mais eficaz do que a admoestação, com resultados positivos já visíveis na MLS.

Collina abordou também as chamadas lesões tácticas, explicando que a nova regra, que obriga um jogador assistido a permanecer fora de campo por um minuto, tem um duplo benefício: permite uma melhor recuperação e incentiva os jogadores a levantarem-se rapidamente. Os testes foram um sucesso, com uma redução drástica no número de intervenções das equipas médicas durante a Taça Árabe de 2025.

No que toca ao VAR, o antigo árbitro revelou que está em discussão a sua intervenção em lances de segundo cartão amarelo que resultem numa expulsão. Outra inovação defendida por Collina é a verificação de pontapés de canto mal assinalados. O futuro do VAR será alvo de uma avaliação global por parte do IFAB para determinar se, após uma década, necessita de alterações. A hipótese de um VAR a pedido não está descartada, com Collina a mencionar o bom funcionamento do “Football Video Support” em jogos com menos câmaras.

Por fim, o chefe de arbitragem da FIFA abordou outros temas, como a intenção de encontrar uma solução para proibir os jogadores de taparem a boca com a mão ou a camisola durante discussões. “Se escondes o que dizes, há um motivo, e não é positivo”, declarou. Collina também foi claro sobre o abandono do campo em protesto contra decisões de arbitragem, considerando-o inaceitável, mas garantiu que “nenhum jogador vítima de racismo será punido” , pois para esses casos existe um protocolo específico que os árbitros devem seguir. ( A BOLA)

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