O nigeriano Samson Adamu foi ontem nomeado como secrerário-geral interiono da CAF, em substituição de Verón Mosengo-Omba, que renunciou ao cargo ainda ontem.
Até à sua nomeação para as novas funções, Samson Adamu era director de competições do organismo.
Entretanto, a saída de Verón ocorre após pressões internas e questionamentos sobre a condução da entidade, que enfrenta uma crise de confiança.
Mossengo-Omba, de 66 anos, afirmou que a decisão foi motivada por razões pessoais, após mais de três décadas de carreira no futebol internacional. Em comunicado, ele destacou que deixa a função com a sensação de dever cumprido e agradeceu ao presidente da CAF, Patrice Motsepe, além de colaboradores e parceiros da entidade.
- Depois de mais de 30 anos dedicados ao futebol internacional, decidi deixar o cargo de secretário-geral da CAF para dedicar-me a projectos pessoais”, afirmou. Em outro trecho, ressaltou que sai “com tranquilidade - após rebater suspeitas levantadas ao longo de sua gestão.
Todavia, apesar da justificativa oficial, a renúncia acontece em um cenário de forte pressão sobre a liderança da CAF. Nos últimos meses, Mossengo-Omba foi alvo de críticas de membros do Comité Executivo e também de manifestações nas redes sociais, especialmente por permanecer no cargo além da idade limite prevista pela organização.
Além disso, o dirigente enfrentou acusações de ter criado um ambiente de trabalho considerado tóxico dentro da entidade. Uma investigação interna foi conduzida após denúncias de funcionários, mas não identificou irregularidades.
Outro ponto que agravou a crise foi a decisão da CAF de retirar o título da Copa Africana de Nações de Senegal, o que gerou repercussão negativa e pedidos de investigação internacional sobre a governação da entidade.



