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Campo do Clube da Namaacha, que forjou talentos durante a vigência da Academia.
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REPORTAGEM

DISPUTA DA POSSE DO CLUBE DA NAMAACHA AO RUBRO

A disputa da posse e titularidade do Clube da Namaacha, nomeadamente a sua sede e instalações, entre os antigos sócios da colectividade e a direcção Federação Moçambicana de Futebol (FMF), está ao rubro, uma vez que a batalha jurídica entre as partes atingiu um novo episódio visando a submissão e análise das provas documentais de propriedade, sua autenticidade e legalidade e com o novo Juiz à frente do processo a demonstrar sinais de querer “cavar a fundo” para entender a natureza do conflito por forma a pôr termo ao caso já com “barba branca” e decisões judiciais pelo meio, mas sem solução à vista.

Na audiência realizada no passado dia 10 deste mês, no Tribunal Judicial do Distrito da Namaacha, no âmbito do recurso dos sócios do clube contra a deliberação sobre a providência cautelar requerida pela FMF e que dá razão à entidade máxima que gere o futebol nacional, no processo de reivindicação de posse por si movido em 2023, o juiz do caso exigiu que as partes apresentassem as provas documentais enquanto se inteirasse detalhadamente sobre o assunto.

Ou seja, a análise do processo regressa ao seu ponto inicial para uma investigação mais cautelosa do caso que emergiu de um acordo entre a FMF e o clube, e que à partida visava beneficiar a colectividade e a comunidade desportiva local, mas que fracassou por alegado incumprimento das cláusulas por parte da entidade máxima de futebol.

Trata-se do acordo sobre o Projecto Golo da FIFA, visando a formação de jovens talentos, rubricado entre as direcções da FMF, na altura liderada pelo saudoso Mário Esteves Coluna, e do Clube da Namaacha, em Abril de 2001, tendo como contrapartida a construção de infra-estruturas que retornariam à colectividade ao fim de 10 anos da sua duração, o que na prática não aconteceu.

Feito isso, não cessa a disputa entre as partes da posse e titularidade, com a FMF a declarar-se proprietária das instalações com base numa alegada entrega da propriedade pelo Governo e posterior atribuição do respectivo título com base no argumento de que o Clube da Namaacha, por sinal fundado em 1946, deixou de existir ainda no tempo colonial e ficou, com a proclamação da independência nacional, em 1975, nas mãos do Estado.  

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