O treinador da equipa sénior feminina do Ferroviário de Maputo, Nasir Salé, revela os bastidores da construção do pentacampeonato da “Cidade”. Fala da identidade do grupo e da formação.
O título das “locomotivas” não iniciou no quinto jogo da final, mas sim em 2022, quando Nelito regressou da Costa do Marfim e encontrou uma equipa que precisava de ser reconstruída. Quatro anos depois, a aposta transformou-se numa das mais consistentes trajectórias do basquetebol feminino.
A conquista do quinto título é, para o técnico, resultado de um processo que combina persistência, trabalho, coesão, qualidade de treino e capacidade de acreditar nos momentos difíceis. “O segredo é nunca desistir”, resume Nasir Salé, olhando para uma campanha em que o Ferroviário precisou de recuperar de uma situação de desvantagem na final para voltar a levantar o troféu.
Quando Nasir Salé chegou ao Ferroviário não encontrou uma equipa completamente formada. O grupo já existia, mas algumas jogadoras tinham abraçado outros projectos e bolsas de estudo.
“Tivemos de voltar a fazer uma reestruturação com atletas que já tinham uma certa experiência, algumas com mazelas”.
Houve ainda novas contratações. Nesse ano, a equipa foi vice-campeã, mas garantiu a participação na prova africana de clubes, numa altura em que ainda carregava o estatuto de campeã continental, conquistado em 2019.
No “Africano”, a turma terminou com a medalha de bronze.
Foi a partir de 2023 que o Ferroviário começou a vislumbrar o trabalho desenvolvido com o título da “Cidade” e “Nacional”.
“Começamos a ver a necessidade de estruturar a equipa e o objectivo de cada um”, explica.
Salé destaca a entrega e dedicação das atletas, aliado ao apoio da direcção.

