O presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF), Francisco Machel, nega que os incidentes registados nos jogos Baía-Maxaquene; União Desportiva do Songo-Associação Desportiva de Vilankulo; e Ferroviário de Nacala-Associação Black Bulls tenham a ver com a actuação dos árbitros.
Porém, reconhece que a logística do Moçambola-2026, relativamente ao número de passagens aéreas atribuídas pela Liga Moçambicana de Futebol (LMF), gestora da prova, à CNAF limita a movimentação da quantidade necessária de árbitros com experiência comprovada, ou seja, de qualidade apurada.

Anota que isso tem implicações na qualidade de arbitragem dos jogos. Aponta que o actual modelo de jornadas duplas, que agrupa os jogos em zonas (Norte, Centro e Sul), associado a dificuldades logísticas que a LMF atravessa, não facilita a melhor gestão e controlo dos árbitros.
Refere que a situação obriga a CNAF a adaptar-se a uma realidade atípica que tem implicações negativas para o trabalho da arbitragem.
Indagado até que ponto a logística do Moçambola influencia na nomeação dos árbitros, atendendo à capacidade limitada para movimentar os mais experientes as três zonas do país, Machel reagiu afirmando que quando a época futebolística arranca, os homens do apito são submetidos a testes físicos e teóricos com base nos quais é definido o número com o qual a CNAF irá trabalhar.
Inicialmente, ou seja, em 2024, o número ideal era de 60 árbitros para o Moçambola. Mas ao longo do percurso verificou-se, segundo conta, que esse número era insuficiente, devido a dificuldades logísticas, com destaque para as viagens via aérea.

