Ao devolver o comando ao “maquinista Danito Nhampossa, a intenção do Ferroviário de Maputo é que este “segure as pontas” até à contratação do próximo treinador-principal, garantindo que fará parte da equipa técnica, seja no decorrer deste ano, ou na próxima.
Há mais certeza de que essa troca não ocorra este ano, uma vez que há dúvidas sobre as contas para o título, ainda que estas sejam matematicamente alcançáveis para os “locomotivas”, que na reformulação da próxima equipa técnica o timoneiro seja de nacionalidade portuguesa, que, por sinal, não é um amor recente dos “locomotivas”: Trata-se de Hélder Duarte, campeão pela Black Bulls, em 2021 e 2024, e pelo Ferroviário da Beira, em 2023, que se apresenta na “pole position” para ocupar essa vaga.
Porém, antes de entrarmos para esse “romance”, importa lembrar que Danito foi elemento escolhido para coadjuvar o técnico português Sérgio Boris, que viria a ser afastado por maus resultados, em 2024.
No princípio dessa época, havia a proposta de que Danito Nhampossa seria adjunto de Boris, mas este não o quis integrar, o mesmo acontecendo em relação ao treinador de guarda-redes Rodrigo Gulube, que ficaram meses à espera, e no final o português preferiu que o Ferroviário contratasse o seu filho para o coadjuvar.
No entanto, Carlos Manuel (Caló) não era a escolha preferencial da direcção. Foi proposta/ordem que “veio de cima” e esse facto não facilitou a convivência do técnico no seio da família “locomotiva”.
Pela recuperação na tabela classificativa em 2024, o técnico, que ainda escolheu Danito como o seu adjunto (Rodrigo, também), manteve-se à frente da equipa, mas no ano seguinte a situação não lhe correu de feição.
Foi aí que apareceu a proposta de um treinador estrangeiro, na altura, rejeitada pelo patrocinador, defendendo a manutenção do moçambicano. Aliás, nessa mesma altura, Hélder Duarte era associado ao Ferroviário de Nampula, que acabou renovando com Nacir Armando.

