O técnico Ivo Gonçalves não resistiu a mais uma derrota da Liga Desportiva de Sofala, frente ao Ferroviário de Maputo (0-2), em desafio da 20.ª jornada, e “bateu com a porta”, deixando a equipa com 18 pontos, em igual número de jogos, posição considerada preocupante atendendo os objectivos da manutenção, que passam a estar em risco.
O técnico referiu que a decisão de deixar a equipa foi motivada pelas diversas dificuldades enfrentadas pela formação de Sofala na primeira sua vez a disputar o Moçambola.
Com a saída de Gonçalves da Liga sobe para cinco o número de “chicotadas psicológicas” no campeonato nacional, que ainda está longe de terminar, podendo, se as circunstâncias se mantiverem, haver mais trocas de treinadores até ao fim.
Lembrar que Mauro Jamal foi o primeiro treinador a deixar o comando técnico, depois de iniciar a época no Maxaquene, e viria a ser substituído por Dário Monteiro, que também deixou o lugar para Manuel Casimiro.
Em seguida, Zainadine Mulungo, pelo curso dos resultados que o Ferroviário de Nacala estava a tomar, deixou o lugar à disposição, abrindo a porta para a entrada de Tiago Machaísse.
O Ferroviário de Maputo também considerou que, devido aos maus resultados da equipa, não podia manter a sua relação com Carlos Manuel (Caló) e optou pela rescisão de contrato, entregando o comando técnico a Danito Nhampossa, que até então era adjunto na equipa “locomotiva”.

