A Comissão Conjunta, envolvendo a Liga e a Federação Moçambicanas de Futebol (LMF e FMF), constituída para sugerir o novo modelo do Moçambola, já avançou com duas propostas à entidade máxima que superintende a modalidade.
A FMF já confirmou ter recebido o documento, através da LMF, e analisará na sua próxima reunião ordinária, para depois emitir o seu parecer sobre o novo modelo.
Para já, as duas propostas, sustentadas pelos clubes filiados à LMF, apontam para o modelo clássico, ou seja, num Moçambola disputado num sistema de todos-contra-todos, em duas voltas.
Como é sabido, o modelo tido como tradicional foi sempre defendido pelos clubes chamados grandes, sobretudo com ambições internacionais, que consideram este formato mais competitivo e que pode ajudá-los a melhorar a sua performance em provas onde procuram a exposição dos seus atletas para poder tirar dividendos financeiros.
A primeira proposta consiste no modelo competitivo usado até ao ano passado, mas que, por causa dos custos, é tido como insustentável; sendo que a segunda, com adaptações às jornadas, é visto como um formato que pode ajudar a reduzir os custos operacionais.
Nessa segunda proposta defende-se, por exemplo, que uma equipa que for jogar a Pemba defronte as duas formações daquela região, nomeadamente o Baía e Associação Desportiva local, em jornadas distintas, evitando assim uma segunda deslocação à capital de Cabo Delgado.
É importante destacar que depois do parecer da FMF as duas propostas deverão ser submetidas à aprovação pelos clubes em Assembleia-Geral convocada para o efeito pela LMF, assim como ao Governo, que tem sido um parceiro fundamental para viabilizar a prova.


