A patinagem, em particular o hóquei em patins, passa por momentos de crise competitiva internamente e até de resultados com a queda do Grupo “A” (agora conhecido como Campeonato do Mundo), por onde andou e até fez furor durante longos anos, para o “C” (denominada de Taça Challenger). É esse cenário e outros que o antigo hoquista Nélson Costa, primeira pessoa a manifestar o desejo de concorrer à presidência da Federação Moçambicana de Patinagem (FMP), pretende ver mudado caso seja eleito para assumir os destinos da “família sobre rodas”.
Para Nélson Costa, é um regresso a uma corrida que enfrentou em 2020, na altura ele da Lista “B”, contra o falecido presidente Eneas Comiche Jr. (“A”), que acabou por vencer com oito votos a favor e três contra.
O “mundialista” - esteve presente em sete mundiais, seis dos quais do Grupo “A” e um do “B”-, acredita que será desta que será conduzido ao trono da patinagem para “finalmente organizar a modalidade”, especificamente do hóquei, que no seu entender anda sem “norte”.
“A motivação que tive para candidatar-me não foge muito àquela que me guiou a concorrer em Fevereiro de 2020. Primeiro, o facto de ter vivido na pele muitas dificuldades no que concerne ao hóquei em patins fez-me abraçar novamente a causa e sinceramente acho que é possível transpor consideravelmente muitas das dificuldades que a modalidade enfrenta, desde a falta de campos, a falta de recursos financeiros para movimentar as provas internas e levar as nossas selecções para as provas internacionais. Em primeiro lugar, temos de organizar a casa. Pôr as pessoas certas nos lugares certos, por forma a voltarmos a ter competições regulares não só ao nível dos seniores, mas também na formação, que parou de competir. Recordo-me que havia competição aos sábados, e deixou de existir. É preciso resgatar essa actividade, porque se não criarmos a base, o futuro do hóquei estará comprometido. Então, temos de passar uma nova imagem do hóquei e de outras disciplinas da patinagem ao mundo empresarial. Só assim iremos atrair apoio. Ninguém patrocina uma modalidade parada. Temos de sair desta letargia”.
Nélson Costa afirma contar com o apoio da “família” da modalidade, acima de tudo dos muitos amigos que fez enquanto homem que entregou grande parte da sua vida à modalidade.
“Sempre senti o apoio da família do hóquei que por ser pequena permite que as pessoas vejam quem realmente trabalha e quem se preocupa com os destinos da modalidade, sem oportunismo e egoísmo”, disse, ajuntando que para inverter o actual cenário de “sonolência” pretende resgatar pessoas que têm a modalidade a “correr na veias”.
“Quero um grupo honesto, forte, dinâmico e que goste, acima de tudo, da patinagem, e não de pessoas que queiram tirar proveito. É preciso resgatar todos os valores que a patinagem tem, trazer as velhas glórias, as referências da modalidade aos pavilhões. Estes podem dar o seu contributo não precisando ser propriamente em cargos directivos”.


