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Chiquinho Conde passa a receber mensalmente a soma de 1.480.000, MT (um milhão e quatrocentos e oitenta mil meticais. O valor do salário e um subsídio de residência numa zona nobre na cidade de Maputo.
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CHIQUINHO CONDE ASSINOU UM CONTRATO EM BRANCO

Fim da conversa! A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e o treinador Chiquinho Conde chegaram, finalmente, a um novo acordo para a condução, por parte deste, da Selecção Nacional de futebol, colocando um fim a quase dois meses de ambiente tenso entre as partes.

Na passada sexta-feira, a entidade reitora do futebol nacional e o treinador chegaram, finalmente, a um entendimento para a assinatura de um novo contrato, ultrapassadas as diferenças que existiam entre as partes em algumas cláusulas do compromisso.

Na quarta-feira da semana antepassada, 11 de Março, a FMF chegou a enviar ao treinador um contrato já assinado pelo da FMF, Feizal Sidat, mas que não foi ratificado pelo técnico.

Em causa estavam duas cláusulas que constavam no referido contrato, mas que não tinham sido consensualizadas durante a fase das negociações.

Por isso, o treinador, aconselhado pela sua equipa jurídica, não ratificou o contrato e foi devolvido ao proponente, a FMF.

Agora, na passada sexta-feira, 20 de Março corrente, a FMF e Chiquinho Conde finalmente entenderam-se, com o treinador a assinar um acordo deveras favorável em praticamente todos os aspectos.

Aliás, no rol das exigências da FMF, nada de substancial a pedir ao treinador que, em bom rigor, assinou um contrato em branco, em que toda a meta desportiva que possa ser alcançada não é reduzida à sua exclusiva responsabilidade.

Mas há mais, Chiquinho Conde passa a receber mensalmente a soma de 1.480.000, MT (um milhão e quatrocentos e oitenta mil meticais. O valor do salário e um subsídio de residência numa zona nobre na cidade de Maputo.

Quanto aos restantes elementos da equipa técnica, estes serão dedicados um valor de 250.000,00 MT (duzentos e cinquenta mil meticais) que vão repartir.

Todavia, porque a melhoria salarial dos restantes elementos da equipa técnica era uma das exigências do treinador, o mais provável é que com o aumento que teve, Chiquinho Conde possa, a título pessoal, “cortar” parte do que vai receber para reforçar o valor destinado aos seus adjuntos.

Estes valores, sabe-se, continuarão a ser pagos a Chiquinho Conde e aos seus adjuntos directamente Fundo de Promoção Desportiva (FPD), por via de uma dotação da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB).

Na base de um contrato, a HCB, recorde-se, destina mensalmente à FMF, por via do FPD, USD 30.000,00 (trinta mil dólares americanos), cerca de 1.950.000,00 MT (um milhão e novecentos e cinquenta mil meticais) exclusivos para custear as despesas salariais da equipa técnica dos “Mambas”.

Fora o salário, a FMF vai garantir ao treinador uma nova viatura e uma senha semanal de combustível.

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