MARIANO MUCUEIA
O Têxtil do Púnguè visitou e derrotou ontem, por 0-2, o Ferroviário de Quelimane, em partida referente à terceira jornada da Série “B” da “Poule” de Apuramento para o Moçambola-2027. Trata-se do terceiro triunfo seguido dos “fabris da manga” em igual número de jogos disputados.
Apesar do apoio de milhares de adeptos nas bancadas, os “locomotivas” não conseguiram transformar o entusiasmo vindo de fora das quatro linhas em argumentos dentro delas, tendo sido castigados pela maior eficácia do adversário.
Numa iniciativa de mobilização do público, uma panificadora associou-se ao clube, adquirindo bilhetes para os colocar à disposição dos adeptos a preços promocionais, mediante a compra de pão de 25 meticais, contra os habituais 75 a 100 meticais para as bancadas sol e sombra. A iniciativa ajudou a colorir as bancadas, mas o calor vindo delas não encontrou correspondência no desempenho da equipa da casa.
A primeira parte foi marcada por um futebol pouco atrevido, com as duas formações a demonstrarem dificuldades em construir jogadas capazes de ameaçar seriamente as balizas contrárias. O equilíbrio, mais traduzido em apatia do que em organização táctica, resultou em apenas um remate enquadrado à baliza para cada lado. Sem golos e com poucas emoções, as equipas recolheram aos balneários.
Foi no segundo tempo que a história da partida ganhou outro rumo. Aos 61 minutos, Moukas abriu o marcador para o Têxtil do Púnguè, na sequência de um pontapé-de-canto cobrado por Ciso, do lado direito do ataque. A execução do lance foi de tal qualidade que a assistência de Ciso valeu praticamente meio golo, cabendo a Moukas a tarefa de concluir com pequeno desvio de cabeça e colocar os fabris em vantagem.
Em desvantagem, o Ferroviário de Quelimane procurou assumir as despesas ofensivas do encontro. Os “locomotivas” subiram as linhas, pressionaram o adversário e empurraram o conjunto de Púnguè para o seu meio-campo defensivo, na tentativa de restabelecer a igualdade. Faltou, porém, o mais importante: eficácia.
Aos 70 minutos, Odilo, capitão dos “locomotivas”, teve nos pés uma das melhores oportunidades para empatar, ao cobrar um livre directo à entrada da área, a cerca de 20 metros da baliza. O remate obrigou Tumula, guarda-redes do Têxtil, a uma defesa apertada.

