No futebol há reforços e reforços. Uns mais influentes, impactantes e agregadores de valores logo à chegada e, ainda, outros que passam despercebidos, a ponto de, na gíria, serem chamados de “esforços”.
Não é o caso, muito pelo contrário, de Evans Kayombo, possante atacante zambiano ao serviço do Costa do Sol, que tem vindo a se revelar um goleador-nato, tendo já conquistado o carinho da exigente família “canarinha”.
Nos últimos anos, os clubes do nosso futebol, sobretudo os que lutam pelos títulos, têm vindo a se socorrer do mercado estrangeiro para trazer reforços, mormente para o ataque, que é, de resto, o “calcanhar de Aquiles” das nossas equipas e selecções. É exactamente isso que o Costa do Sol fez.
Depois de uma etapa inicial da temporada, principalmente do Moçambola, com altos e baixos e com claro défice de finalizadores, na sequência da má adaptação de Tomás (ex-AD Vilankulo) e do brasileiro Yuran, um avançado pesado e sem dotes técnicos, no mercado de Junho, o Costa do Sol, através do olho clínico do seu director desportivo, Artur Faria, viu-se obrigado a ir ao mercado estrangeiro buscar atacantes que pudessem ajudar a equipa a se posicionar como um sério candidato ao título.
Era uma fase complicada da época, em que havia vários concorrentes ao título do Moçambola, com o Ferroviário da Beira e União Desportiva do Songo à cabeça. Sem muita margem de erro, a Direcção “canarinha” foi buscar dois atacantes nos países vizinhos, o Babatunde, no Malawi, e Kayombo, na Zâmbia.
Yuran, que só tinha então um golo, foi dispensado, não fosse ele um erro de “casting”, provavelmente feito via Inteligência Artificial (IA), que domina os nossos dias.
Estávamos em finais de Junho, o Moçambola-2026 a decorrer envolta em incertezas, rodava a 11.ª jornada, mas com a maioria das equipas com menos de 10 jogos devido ao figurino competitivo adoptado este ano pela Liga Moçambicana de Futebol.

