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REPORTAGEM

TRIO DE MENORES EM PORTUGAL À REVELIA DO CLUBE FORMADOR

Com a realização do Torneio Sub-17 da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), em meados do ano passado em Portugal, jovens promissores pertencentes às camadas de formação da Black Bulls, Marcos Jacinto Jr, mais conhecido por Dumbra, Diego Pelembe, filho do capitão dos “Mambas” Dominguez, e  Moisés integraram a lista dos convocados da Selecção Nacional e após a competição não mais voltaram ao país e ao seu clube.

Em rigor, a Black Bulls foi contactada por agentes desportivos moçambicanos, um baseado em Maputo e outro em Portugal, para que autorizasse que o trio fosse prestar testes no Clube Desportivo de Tondela e noutros emblemas lusos, ao que anuiu e comunicou formalmente à Federação Moçambicana de Futebol (FMF) sobre a situação. Foram concedidos um período de duas semanas para os referidos testes e após esse lapso de tempo não mais voltaram e, sendo menores, que nem sequer podem ser inscritos em clubes federados, a Black Bulls começou a preocupar-se com a situação e quando contactou os aludidos agentes estes disseram que estes permaneceram por lá a treinarem.

– “Porque constitui preocupação, escrevemos para a FMF a manifestar a inquietação e esta convocou os pais para uma reunião de esclarecimento, sendo que os progenitores afirmaram que estavam de acordo e satisfeitos com a permanência dos filhos em Portugal. Perante esta situação, a FMF não fez mais nada, mas a Black Bulls está preocupada, pois são jogadores que têm contrato e estão lá à revelia do clube, para além de não terem idade para a prática desportiva no estrangeiro. O que neste momento está a acontecer é uma tentativa de ganhar tempo por parte desses agentes para que os atletas completem 18 anos e sejam inscritos em clubes portugueses como jogadores livres, onde os interesses da Black Bulls serão pura e simplesmente ignorados, o que nos preocupa. A ABB investiu nestes atletas, pagava a sua escola e os subsídios. Evoluíram aqui connosco, um deles está há cinco anos no clube. É a nossa revelia que estes agentes estão com estes miúdos em Portugal”, lamentou o presidente da ABB, Junaide Lalgy.

O dirigente lembra que desportivamente é uma penalização aos atletas ficarem dois anos sem competir, é o mesmo que matar um atleta. “Reparem que o Dumbra até já tinha tido alguns minutos na equipa principal em pleno jogo do Moçambola e ficar dois anos sem competir é mesmo matar a sua carreira desportiva. E este é um assunto, na nossa óptica, por ser desbloqueado pela FMF, pois a Black Bulls está privada dos seus atletas”.

Refira-se que as normas da FIFA proíbem que jogadores menores de 18 anos sejam inscritos e joguem no estrangeiro sem a companhia dos seus pais e/ou encarregados de educação.

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