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MOÇAMBOLA

DISTRACÇÕES DITAM DESFECHO

A UNIÃO Desportiva do Songo aproveitou-se de uma primeira parte em que os jogadores do Ferroviário de Nacala estiveram sem a cabeça no lugar para fechar as contas da vitória em 2-0.

A distracção dos “locomotivas” era tanta que no segundo golo, aos 16 minutos, todos ficaram literalmente parados, sem perceber como um passe mal feito estava a ir para o fundo das redes, incluindo o guarda-redes Manuel, que, inacreditavelmente e de forma cómica, levantou os braços a exigir explicações aos seus colegas, quando ele próprio também não se fez ao lance, tendo ficado parado, encostado ao primeiro poste, como se estivesse a ver o jogo pela televisão.

Tudo aconteceu quando, numa subida pelo lado esquerdo do ataque “hidroeléctrico”, muito longe da grande área, Anacleto tentou fazer um passe adiantado para um colega que não chegou à bola. Pelo número de homens a defender, deu-se o lance por perdido. Aconteceu, contudo, que nenhum defesa se mexeu e o esférico, tão devagarinho e rasteiro, rolou até ao fundo da baliza.

O primeiro golo, aos seis minutos, também foi sinal de que os atletas de Nacala não estavam em campo. Numa saída, um defesa adiantou demasiado a bola e Paulo roubou-a e entrou na grande área, driblando vários defesas. Depois de perder o ângulo de remate, assistiu Dominguez na pequena área, que rematou, mas apareceu um defesa que, em frente do guarda-redes, deu o corpo à bola. E na recarga rematou à meia altura e sem hipótese para Manuel.

Na segunda parte, os “locomotivas” acordaram. Chegaram a visitar com perigo a baliza de Fasito, assim como a impor que a UD Songo trocasse o esférico no seu sector mais recuado, mas não tiveram argumentos suficientes para evitar a derrota, tal como aconteceu com o Ferroviário de Nampula, que perdeu por 1-0 no último domingo.

 A equipa de arbitragem, liderada por Filimão Correia, teve uma actuação exemplar.

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