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Era uma terça-feira, em 2014, quando o “Monstro Sagrado” adormeceu para sempre, aos 78 anos.
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DOZE ANOS SEM MÁRIO COLUNA!

Depois de amanhã, 25 de Fevereiro, cumprem-se 12 anos desde que se calou a voz firme e serena de Mário Coluna, o “Monstro Sagrado”. Era uma terça-feira, em 2014, quando o “Monstro Sagrado” adormeceu para sempre, aos 78 anos. O mundo do futebol chorou a partida do “capitão” de Portugal no “Mundial” de 1966, o líder maior do Sport Lisboa e Benfica, o homem respeitado por Eusébio como um irmão mais velho. Mas, antes do relvado e das noites europeias, houve a pista. E houve o salto.

Muito antes de ser referência no meio-campo, Mário Coluna dividia os dias entre a escola e duas paixões que cresciam lado a lado: o futebol e o atletismo. À medida que o corpo ganhava força e elasticidade, o jovem aperfeiçoava gestos técnicos com disciplina rara. No atletismo, particularmente nas corridas de 400 e 800 metros, tornou-se um praticante respeitado, capaz de registar tempos competitivos e de impor um ritmo que revelava resistência e inteligência táctica.

Mas era no salto — sobretudo no salto em altura — que se evidenciavam predicados especiais. A impulsão, o controlo corporal e a leitura do movimento faziam dele um atleta diferente. Em meados da década de 50 saltou 1,835 metros (1m,835), recorde laurentino da época, marca que poucos portugueses conseguiram ultrapassar naquele período. Antes disso, já fixara a fasquia nos 1,82 metros em competições de juniores. Para o contexto desportivo de então, eram números de respeito, alcançados com meios modestos e numa realidade em que as oportunidades eram escassas.

A história do “Monstro Sagrado” começa, assim, muito antes das multidões da Luz. Começa nas pistas de Lourenço Marques, no entusiasmo juvenil pelas estafetas — em especial os 4×100 metros — e no orgulho de representar a terra natal. Na inauguração do então Estádio Salazar, hoje Estádio da Independência (antigo Estádio da Machava), teve a honra de dar a volta inaugural e de acender a chama na Pira Olímpica, gesto simbólico de um atleta que se movia com igual naturalidade entre modalidades.

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