A “chave” para que se tenha uma competição saudável no futebol é estabelecer a paz para o sector de arbitragem, onde presentemente se verifica a existência de várias correntes, com Francisco Machel, de um lado, e, do outro, aqueles que estão contra ele (sejam árbitros no activo ou aqueles que ainda têm uma palavra a dizer no desenvolvimento da arbitragem, estando cada uma das partes a defender-se como pode.
A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) pode ter um papel preponderante para o equilíbrio da balança. Mas sabe-se que esta aposta mostra claramente a sua confiança em Francisco Machel, independentemente do que se diz a seu respeito.
Já ouvimos que as associações provinciais, sem assumir publicamente, também manifestam-se insatisfeitas com o exercício desenvolvido por Francisco Machel. Quais são as razões? Não as conhecemos.
Sem atacar o presidente da FMF, as associações também contestam Hilário Madeira, Secretário-Geral da FMF, dizendo dele “cobras e lagartos” neste processo envolvendo os árbitros.
Também é preciso ter em conta a tal denúncia ao GCCC, que se pensa trazer tudo a nu. Entretanto, este órgão trabalha com evidências e essas, até onde sei, têm sido difíceis provar a corrupção no futebol, pela forma como se procedem os esquemas. Mas, não deve desistir, até querendo defender o processo da gestão de uma prova, dentro das quatro linhas, transparente, vencendo sempre a equipa que apresente melhores argumentos e marque golos sem favoritismo de nenhum outro sector.
Até aqui, o Moçambola, como os outros eventos oficiais do futebol neste belo país, mais do que falta de dinheiro, está dependente de um trabalho isento dos árbitros.
Terminamos com o leitor certamente dúbio e a questionar se deve acreditar em quem contesta o presidente da CNAF, em Machel, ou ainda na sua lábia.



