Foram ontem a enterrar os restos mortais de Augusto, ex-lateral esquerdo da equipa sénior do Maxaquene, cujo desaparecimento físico ocorreu na passada sexta-feira, aos 66 anos de idade.
Segundo as fontes que nos confirmaram a notícia, as exéquias fúnebres tiveram lugar na Manhiça, no cemiterio familitar, havendo a frisar que Augusto vivia naquele distrito há mais de 10 anos.
Campeão pelo Maxaquene em 1985, Augusto teve a sua carreira abuptamente interrempida, mercê de uma arreliadora lesão do menisco externo e nos ligamentos do joelho direito, tinha ele apenas 25 anos de idade.
Chegava ao fim uma carreira promissora deste talento que deixou muitas saudades, ele que teve como últimos treinadores uma dupla constituida pelo português Joaquim Meirim e pelo moçambicano Joaquim Alói, que também já não estão no mundo dos vivos.
Lateral flexível, com boa técnica e um alto poder de antecipação, Augusto partilhou o balenário com atletas de grande craveira, tais são os casos de Nuro Americano, Jacinto, Sábado, Tinga, Manuel, Vitorino, Brito, Geraldo Conde, Ferreira, Calado, Almeida, Santinho, João Ouana, os irmãos Elias e Lázaro, entre outros vedetas que gravaram o nome do Maxaquene nos anais da história desportiva da Pérola do Índico com letras doiradas.
Aos familiares de Augusto, a Redacção Desportiva da Sociedade do Notícias, SA endereça os seus mais sentidos pêsames nesta hora de dor e profunda consternação.


