É o “fim do calvário” para Artur José Semedo. Nos últimos anos, o técnico teve de apresentar-se com o documento de director desportivo para sentar-se no banco técnico e orientar as suas equipas, ficando limitando de certos movimentos na área de jurisdição dos treinadores, em dias de jogo, e, de certa forma, sem poder fazer as análises no final dos mesmos.
A sua licença UEFA-PRO foi renovada no ano passado, em Portugal, e doravante Artur Semedo, ultrapassado esse obstáculo, passa a exercer a sua actividade sem qualquer limitação.
Ainda na semana passada, Artur Semedo participou num fórum, também em regime de regularização da sua licença, mas sem precisar de se deslocar do país, optando pela via “on-line”, a partir de Pemba.
E porque a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) regulamentou que a partir deste ano passa ser obrigatório para os adjuntos (1.º) ter o nível CAF-A, para os técnicos nacionais, e UEFA-PRo, para os estrangeiros, o Baía de Pemba manteve Minate Chabane para coadjuvar Artur Semedo.
Nesta prova, há outros três treinadores no Moçambola com a certificação UEFA-PRO, confirmada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Trata-se Daúde Razaque, campeão pela União Desportiva do Songo no ano transacto, Nélson Santos, contratado pela Associação Black Bulls, e Horácio Gonçalves, que regressa ao Costa do Sol, que acredita na repetição da proeza de 2019, ano que se sagrou campeão.
Nos “hidroeléctricos”, Razaque é coadjuvado por Victor Matine, enquanto nos “touros” o número dois da equipa técnica é Custódio Gune. O técnico português Tiago Quaresma, também com o nível UEFA-PRO, é adjunto do seu compatriota Horácio Gonçalves nos “canarinhos”.



