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NOTICIÁRIO

RESTOS MORTAIS DE VICENTE CREMADOS EM BRACARENA

Os restos mortais do ex-jogador moçambicano, Vicente Lucas, que perdeu a vida terça-feira, aos 90 anos, foram cremados esta tarde, em cerimónia havida no Crematório de Barcarena, Portugal.

Antes do acto final e depois da missa de corpo presente, o cortejo pedonal dirigiu-se ao Estádio do Restelo, onde observou-se um minuto de silêncio em frente ao busto do malogrado, no Museu dos Campeões.

Nascido em Maputo, quando a cidade ainda designava-se Lourenço Marques, Vicente notabilizou-se no 1.° de Maio como um desefa central acima da média, donde seria contratado pelo Belenenses, onde já estava o seu irmão Matateu.

Fez a sua estreia em 1954 e jogou 13 temporadas da Primeira Liga. Fez 20 jogos pela Selecção Portuguesa, estreando-se em 3 de Junho de 1959, na vitória por 1-0 sobre a Escócia.

Vicente foi escolhido para a equipa que participou na Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra, jogando em todos os jogos da fase de grupos e na vitória por 5-3 nos quartos-de-final contra a sua congénere da Coreia do Norte.

O defesa central foi totalista nos triunfos lusos no Grupo 3 da primeira fase sobre Hungria (3-1), Bulgária (3-0) e Brasil (3-1), jogo no qual ficou celebrizado pela marcação ao avançado Pelé, um dos dois vencedores do prémio de jogador do século XX da FIFA, a par do argentino Diego Maradona.

Num fim algo precoce, Vicente desistiu do futebol com apenas 30 anos, após essa Copa do Mundo, devido a uma séria lesão ocular, quando um pedaço de vidro atingiu o órgão num aparatoso acidente de viação.

Lembrar que a nível de clubes, o ex-central só representou o Belenenses como sénior e somou 284 jogos entre 1954 e 1967, tendo conquistado uma Taça de Portugal em 1959/60, numa final frente ao rival lisboeta Sporting (2-1).

No Estádio Nacional, em Oeiras, Vicente Lucas foi capitão e viu o seu irmão Sebastião Lucas da Fonseca, mais conhecido por Matateu e outro dos ‘magriços’ no Mundial1966, marcar o golo da reviravolta dos ‘azuis’, então orientados pelo brasileiro Otto Glória, precisamente o responsável técnico de Portugal na estreia na principal prova internacional de selecções.

De referir que Vicente Lucas da Fonseca treinou o Clube dos Desportos da Maxaquene em 1988. A sua passagem pelo clube moçambicano ocorreu na sequência de um acordo com o CF “Os Belenenses” de Portugal, estabelecido na altura da transferência de Chiquinho Conde para o Restelo, sendo auxiliado por Carlos Silva.

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