Inspirada e catapultada pelo Campeonato Nacional que aconteceu há dois anos em Quelimane, a província da Zambézia decidiu, de algum tempo a esta parte, abraçar o boxe, uma modalidade que estava esquecida naquele ponto do país e hoje já conta com algumas dezenas de praticantes.
Em Quelimane, já há um núcleo que movimenta a “nobre arte”, mas o plano é expandir a modalidade por toda a província da Zambézia, a segunda com mais população e a mais extensa do país. Nesta fase embrionária, tudo resume-se à cidade capital provincial, Quelimane, onde há muito entusiasmo pela modalidade, mas as dificuldades por vezes ofuscam a vontade de fazer acontecer as coisas.
Pedro Napito é presidente da Associação de Boxe da Província da Zambézia (ABPZ), um órgão ainda em fase de consolidação, e ao desafio falou do dia-a-dia da modalidade em Quelimane e também da façanha.
Sim, façanha, porque Zambézia fez-se representar num “Nacional” de boxe cerca de 30 anos depois da última presença, uma proeza que aconteceu nos finais do mês passado, em Maputo, numa prova em que se fez representar por sete pugilistas.
“Depois da realização do Campeonato Nacional em Quelimane, todos ficámos entusiasmados e ganhámos gosto e interesse pelo boxe, pelo que dali começámos a trabalhar para lançar a modalidade na província. Criámos este movimento do zero e hoje pudemos fazer parte do Campeonato Nacional. O facto de ter acolhido o campeonato em 2024 em Quelimane inspirou muitos jovens, e hoje o boxe é uma disciplina amplamente conhecida na nossa cidade”, regozija-se Napito.
Falando concretamente do “Nacional” de há sensivelmente três semanas, em Maputo, a província da Zambézia fez-se representar por sete atletas, mas Pedro Napito queria mais.
“Havíamos seleccionado 12, mas por questões de contenção só conseguimos trazer sete. Foi uma boa experiência. Os atletas bateram-se muito bem, pelo que o balanço que faço é positivo. Acredito que nas próximas edições estaremos melhor preparados”, sublinhou.

