Avizinha-se a temporada 2026-2027 a nível de clubes da Confederação Africana de Futebol (CAF) e com ela um rol de exigências e requisitos para a participação nas respectivas competições.
A principal exigência da CAF, de há pouco mais de uma década a esta parte, é o licenciamento de clubes, um mecanismo que serve para aferir até que ponto uma equipa está em condições de se aguentar em competições africanas a vários níveis, desde a capacidade financeira, organizacional e estrutural, patrimonial e também em termos legais.
Para a época africana que se aproxima, Moçambique terá três representantes, nomeadamente a União Desportiva do Songo, campeã nacional, a Associação Black Bulls, finalista vencida da Taça de Moçambique, e o Costa do Sol, campeão nacional de futebol feminino.
Os “hidroeléctricos” vão lutar por um lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões, os “touros” irão bater-se pela Taça CAF, enquanto o Costa do Sol voltará a estar na Liga dos Campeões Femininos – Fase Regional da COSAFA.
O desafio fez uma ronda pelos três emblemas para se inteirar do pulsar do processo da participação nessas provas africanas, mormente no capítulo do licenciamento, já que a CAF deu até 10 de Junho, ou seja, esta quarta-feira, como data-limite para a submissão de pedidos de obtenção de licença para as Afrotaças.
A União Desportiva do Songo fala de um processo concluído, a Black Bulls vai pelo “quase” e o Costa do Sol também.
São cinco os requisitos obrigatórios impostos pela CAF para o licenciamento de clubes, designadamente desportivo, legal, administrativo, financeiro e patrimonial.
Cada um tem os seus itens. No requisito desportivo, um clube é obrigado a movimentar camadas de formação e ter futebol feminino na sua estrutura. No legal, deve ter estatutos actualizados e reger-se por regras gerais impostas pela FIFA.
No administrativo, os clubes são obrigados a ter vínculos escritos com os seus activos e uma base de dados actualizada. No financeiro, os clubes não devem ter dívidas por regularizar e é também exigido que tenham condições financeiras para suportar a prova em que se propõem participar, sendo que o critério patrimonial exige que tenham um campo ou estádio em condições ou, caso não, indiquem um recinto alternativo aprovado para as provas da CAF.

