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ENTREVISTA

OS QUE QUEREM O MOÇAMBOLA NUNCA DUVIDARAM DO SEU INÍCIO

O presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Júnior, reafirmou o compromisso assumido a 28 de Março de que o Moçambola teria o seu início a 17 de Maio, próximo sábado.

Em entrevista ao desafio por ocasião do arranque da competição, Alberto Simango reconhece que o Moçambola arranca com seis meses de separação entre esta e a edição passada, mas recorda que houve uma série de adversidades que concorreram para tanto.

Sobre os acesos debates nos últimos dias que apontavam para a inviabilidade do projecto do Moçambola e a necessidade de ser reformulado o seu modelo de disputa, Simango Jr. diz que respeita algumas ideias colocadas de forma educada, em fórum próprio e com o propósito de ajudar na criação de solução para a permanência da prática do futebol profissional no país.

No entanto, em outras opiniões veiculadas, Simango Jr. não tem dúvidas de que o obejctivo era fazer com que o país não tivesse um campeonato nacional.

“Houve muitas ideias sobre o que se podia fazer para realizarmos o Moçambola. Era notório o desespero de alguns sectores porque, de facto, já passava algum tempo desde o fim da última edição. Os clubes estavam a incorrer em custos sem, no entanto, terem os seus activos a produzir. Isso reconhecemos e assumimos o compromisso de trabalhar com os nossos parceiros e o Governo para que o sucedido este ano não volte a acontecer. Os nossos filiados, que são os clubes, foram prejudicados com esta longa demora do início do Moçambola”, admitiu Simango Jr.

HAVIA VONTADE DE VER

O CAMPEONATO A NÃO ACONTECER

Se, por um lado, Simango Jr. admite o atraso no arranque do Moçambola e a validade das opiniões avançadas para contornar a situação, por outro, o dirigente não tem dúvidas de que, nos últimos tempos, o que havia era vontade de travar a todo o custo o seu arranque.

“No dia 28 de Março assumimos publicamente que, em função de uma série de condicionalismos que estavam fora do nosso controlo, o Moçambola iria iniciar a 17 de Maio. Dissemos aos clubes, à Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e ao Governo porque, como temos estado a dizer ultimamente, este campeonato importa ao Governo pois tem questões de natureza política como, por exemplo, ser uma prova que promove a unidade nacional. Estranhamente, nos últimos dias, mesmo depois de termos feito o sorteio no dia 22 de Abril, intensificou-se uma campanha que insistia em dizer que o Moçambola não tinha condições para arrancar”, lamenta Simango.

“Quando o PCA das Linhas Aéreas de Moçambique (LMA), nosso parceiro no transporte aéreo, diz que, a 17 de Maio, a empresa está em condições de transportar as equipas de e para as diferentes cidades do país, o que queriam que dissesse aos nossos associados? Que chegasse aos clubes e dissesse que recebi garantias da LAM, mas não confio na palavra dos seus dirigentes? Trabalhamos com a LAM desde o primeiro dia do projecto do Moçambola, em 2001, e, de lá para cá, pautamos a nossa relação com base na confiança e na boa-fé,” destaca o dirigente.

“O que houve foi um esforço para se desestabilizar a LMF e seus parceiros que, do seu lado, lutaram para que o Moçambola não mais registasse atraso no arranque. Todos os parceiros, com a LAM incluída, assim como o Governo, trabalharam para que, a 17 de Maio, pudéssemos dar ao país o seu campeonato. Esses, sim, queriam ver a prova iniciar, mas houve uma força externa que não queria. Não sei quais eram as suas motivações, mas que houve esse esforço, não tenho dúvidas”, aponta o presidente da LMF.

De acordo com o dirigente, das informações recebidas da LAM, enquanto se estabiliza na totalidade a questão da falta de aparelhos para o transporte, o Moçambola pode ter, aqui e acolá, atrasos na viagem das equipas. Todavia, de acordo com o dirigente, à medida que a companhia for recebendo mais aviões, a questão será debelada.

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