Com o golo anotado na tarde de ontem frente ao Gabão (3-2), Faizal Bangal tornou-se apenas no terceiro ponta-de-lança dos “Mambas” a marcar num CAN, sendo que o último tinha sido Avelino Maluana há quase 28 anos.
Avelino fez o golo de honra frente a Zâmbia numa derrota por 1-3, no CAN-98, na altura o segundo tento da história de Moçambique numa fase final.
Antes de Avelino, outro ponta-de-lança que havia balançado as redes é Tico-Tico, no CAN-96, ao inaugurar o activo frente à Tunísia, no embate da primeira jornada, que terminou empatado (1-1).
Esse foi o primeiro golo de sempre de Moçambique num CAN. Dois anos depois, Avelino, na altura uma grande promessa do futebol nacional, facturou e, de lá para cá, apenas os defesas e extremos é que haviam marcado pelos “Mambas” até Faizal Bangal quebrar o enguiço que perseguia aos “pontas-de-lança” na tarde de ontem, num grande cabeceamento a responder um centro de Geny na cobrança de um canto, aos 37 minutos.
Ao todo, Moçambique já balançou as redes por 11 vezes, em 17 jogos num CAN, sendo que Geny é o único que marcou por duas vezes, ontem e na última edição, na Costa do Marfim, com ambos os golos de grande penalidade.
Os autores desses 11 golos são: Tico-Tico (CAN-96); Avelino (98), Miro e Gonçalves (2010), Witi, Clésio, Geny e Reinildo (2023) e Faizal Bangal, Geny e Diogo Calila (2025).
No plano contrário, Moçambique sofreu 35 golos nesses 17 jogos, em seis “Africanos”, distribuídos da seguinte forma. Na sua primeira participação, em 1986, sofreu sete. Na segunda (1996) viu a sua baliza violada por quatro vezes, na terceira (1998) consentiu oito. Na quarta (2010) sofreu sete, os mesmos consentidos em 2023, na Costa do Marfim. Na presente edição já sofreu três, um, na primeira jornada, e dois, ontem.
Um caso curioso, é que Moçambique sofreu golos em todos os 17 jogos disputados num CAN.



