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CLARISSE JÁ PERTENCE AO CLUBE DOS “IMORTAIS” DO BASQUETEBOL MUNDIAL

Clarisse Eulália Machanguana já faz parte da restrita lista dos imortais do basquetebol mundial ao receber a mais alta homenagem da Federação Internacional da modalidade.

Ontem, em Berlim, Alemanha, a poste de 49 anos foi induzida na “Hall of Fame” ou, em tradução livre, na “muralha da fama” da FIBA.

Ao lado de outras seis figuras globais do basquetebol, Machanguana foi homenageada pelo seu tremendo percurso desportivo que a fez jogar em oito diferentes países, pela liderança que teve na Selecção Nacional e, acima de tudo, pelo trabalho social que está a desenvolver por via da fundação que tem o seu nome e que instituiu em 2014.

Na turma de 2026, além da moçambicana, a primeira a fazer parte do “Hall of Fame”, a FIBA homenageou ainda Dirk Nowitzki (Alemanha), Wang Zhizhi (China), Hedo Türkoğlu (Turquia), Céline Dumerc (França), Ludwik Miętta-Mikołajewicz (Polónia) e, a título póstumo, Ismenia Pauchard (Chile). Esta última foi figura de destaque a nível mundial entre 1957 e 1964.

A portuguesa Ticha Penicheiro, sua colega no Santarém, em Portugal, na primeira aventura internacional em 1991 e mais tarde nos Estados Unidos da América, a quem a moçambicana elogiou tratando-a como “irmã da vida”, foi quem teve a responsabilidade de apresentar a antiga poste.

Depois de entrar numa sala lotada de altas figuras de basquetebol mundial, Clarisse Machanguana recebeu um troféu das mãos do presidente da FIBA, o catariano Saud Ali Al Thani.

Debaixo de fortes aplausos, a atleta iniciada no Costa do Sol e que, além dos Estados Unidos da América, actuou em Portugal, Espanha, França, Brasil, Coreia do Sul, Brasil e Itália, fez um discurso marcado por gratidão.

“Gostaria de ter um tempinho para expressar o meu profundo agradecimento à FIBA, ao secretário-geral, Andreas Zagklis, ao Comité de Honra do ‘Hall of Fame’ por este incrível reconhecimento, aos meus colegas e lendas nesta ocasião, de diferentes continentes e gerações”, disse para depois acrescentar que “gostaria de dizer que esta linda e frágil girafa africana em nenhum momento imaginou que poderia estar neste patamar global”, afirmou.

A finalizar, Machanguana convidou os presentes a apoiarem a sua Fundação que se dedica ao empoderamento dos jovens, particularmente as raparigas, por via do basquetebol.

Refira-se que o “Hall of Fame” foi criado em 2007 e, desde então, já homenageou mais de 200 figuras ilustres de 45 países do mundo, sendo que Clarisse Machanguan se tonou na primeira moçambicana a entrar nessa restrita lista.

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