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Ferroviário de Maputo ainda não venceu nenhum dos rivais, tal como o Costa do Sol, no Moçambola-2026
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MOÇAMBOLA

FERROVIÁRIO LUTA PELA DIFÍCIL “RESSURREIÇÃO”

O Ferroviário de Maputo inicia esta tarde, no Campo do Afrin, na Matola, a batalha por vitórias para acompanhar o ritmo dos rivais, os ditos tradicionais candidatos ao título no Moçambola-2026, defrontando o seu homónimo de Lichinga, em jogo da 11.ª jornada.

O jogo coincide com o momento de pressão sobre a equipa técnica liderada por Carlos Manuel (Caló), que é chamado pela direcção do clube a apresentar melhores resultados do que registou até agora.

O Ferroviário soma oito pontos em igual número de jogos, ocupando a 10ª posição, portanto quatro degraus acima do último classificado. Teve apenas duas vitórias, igual número de empates e sofreu quatro derrotas. Marcou apenas três golos e sofreu cinco. Resumindo, em 24 pontos possíveis só conseguiu apenas oito, um saldo de um ponto por jornada, portanto, abaixo das expectaivas de um clube que pela sua grandeza sempre lutou por títulos, com destaque do Moçambola e da Taça de Moçambique.

Estes resultados levaram o presidente do clube, Ório Benzane, a endurecer o discurso na última entrevista que concedeu à nossa Reportagem, reflectida na edição de 22 de Junho. Na entrevista, desafia a equipa técnica a trazer, duma ou doutra forma, resultados, mesmo reconhecendo que a sua direcção não conseguiu reforços muito valiosos, sobretudo estrangeiros, apontando limitações financeiras para o efeito associadas ao grande investimento que o patrono do emblema verde-e-branco, os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), fez para a reabilitação e modernização do Estádio da Independência, ora Machava, cujas obras caminham para o fim.

O endurecimento do discurso e consequente pressão sobre a equipa técnica “locomotiva” surge numa fase em que o desempenho do Ferroviário não tem estado a melhorar.  

Se estreou no Moçambola perdendo com a Associação Black Bulls (0-1). Perdeu de seguida com o Costa do Sol (0-1) e redimiu-se na jornada seguinte vencendo o Maxaquene (1-0). Empatou na quarta jornada com Chingale (0-0) e saiu derrotado na quinta pela União Desportiva do Songo (0-2). Venceu na ronda seguinte a Liga Desportiva de Sofala (2-0). Mas voltou a sofrer mais uma derrota frente ao Ferroviário da Beira (0-1), antes de empatar na sua última aparição (oitava ronda) com a ADV (0-0), somando até este momento apenas oito pontos.  

Em igual número de jornadas do Moçambola-2025 o Ferroviário havia conseguido 14 pontos e não tinha sofrido derrota. Estreou-se empatando com o Ferroviário de Lichinga (1-1). Empatou também na ronda seguinte com a ADV (0-0), bateu nas duas jornada seguintes a UD Songo (3-2), Ferroviário de Nacala (2-0) e Textáfrica (3-0), e depois anulou-se sucessivamente com o Ferroviário da Beira (0-0), Baía de Pemba (0-0) e Black Bulls (0-0).

Portanto, é uma prestação aquem das expectativas, atendendo que o Ferroviário iniciou a presente época futebolística apostado na melhoria da sua prestação no Moçambola-2025, ao fim do qual teve mais empates (12) do que vitórias (sete), sofreu apenas quatro derrotas e terminou a prova em quinto lugar com 33 pontos, atrás da campeã União Desportiva do Songo (57), da vice-campeã Associação Black Bulls (39), do terceiro classificado Ferroviário da Beira (37) e do quarto posicionado Ferroviário de Lichinga (34).

Lembrar que o Ferroviário de Maputo nao vence Moçambola desde 2016. O último título, em 2015, foi conquistado curiosamente por Caló.

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