Atendendo que a Selecção Nacional de futebol, os “Mambas”, vai participar na 35.ª Edição do CAN, a ter lugar em Marrocos, de 21 de Dezembro deste ano a 18 de Janeiro de 2026, a presente temporada futebolística corre o risco de não terminar este ano, uma vez que, além das 21 jornadas do Moçambola que faltam por jogar no Moçambola, há partidas da segunda mão dos quartos-de-final e a “final four” da Taça Moçambique por disputar, contando também que os “Mambas” vão jogar, em Setembro, para a qualificação para o “Mundial”-2026, e a Black Bulls e o Ferroviário de Maputo têm Afrotaças.
A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) mostrou-se, por enquanto, impotente para encontrar soluções para a retoma do Moçambola, que após disputar as primeiras cinco jornadas adiou os jogos referentes à sexta ronda, com excepção do despique entre o Baía de Pemba e o Ferroviário de Nampula, uma vez que este não estava dependente de transporte aéreo para a sua realização.
Recuamos no tempo para encontrar o fio à meada, lembrando que a presente época que abriu, habitualmente, em Dezembro, período que é utilizado para os clubes definirem os plantéis, inscrever os jogadores e organizar as suas competições, no entanto, conheceu contornos que levaram a LMF a não obedecer a calendarização imposta pela Federação Moçambicana de Futebol, que agendava o arranque do campeonato para o final do mês de Março último. A falha da data do início deu-se porque a LMF não estava ainda preparada para o efeito, ou seja, não tinha condições financeiras para custear as despesas do transporte aéreo das equipas de um ponto ao outro. Entretanto, no meio das dúvidas, foram operadas negociações entre a transportadora aérea e a LMF, que anunciou que o Moçambola arrancaria a 17 de Maio sem sobressaltos, tendo em conta as garantias dadas pela companhia moçambicana de bandeira, e tal soou, no seio do público e das 14 equipas envolvidas, como um som agradável que marcava o início da grande festa.
Os jogos foram decorrendo de jornada em jornada, até que na quinta jornada a LMF marcou, adiou e remarcou os jogos, dando um sinal claro de que algo não estava a correr de feição. No entanto, essa ronda, que durou cinco dias, foi disputada do princípio ao fim.
Uma semana depois dessa realização, veio a paralisação da prova. Ou seja, os jogos foram marcados, e dias antes para o início da disputa foi anunciado o adiamento de seis dos sete jogos do Moçambola e sem data para a sua realização.
Seguiram-se da LMF “demarches” junto ao Governo, através do Ministério da Juventude e Desportos, para encontrar uma solução imediata. Debalde.



