O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, deplorou ontem o que chamou de “tentativas de criar desordem no desporto nacional”. Manasse falava ontem na cidade da Matola, na abertura do II Conselho Coordenador do seu ministério, que decorre sob o lema “Por Uma Juventude Empoderada e Um Desporto Sustentável”.
Antes o dirigente elogiou os resultados desportivos alcançados este ano, destacando que por detrás destes feitos está o trabalho de atletas, treinadores, clubes, associações e federações.
“O Governo reconhece o contributo das federações. E é justamente por reconhecer o seu papel que importa trazer à consciência de todos a natureza do poder que exercem. As federações desportivas exercem um poder delegado. Quando o Estado confere a uma federação o estatuto de utilidade pública desportiva confia-lhe a organização e a regulação de uma modalidade em nome do interesse público”, disse, acrescentando que esse poder nasce da lei e do Estado.
“Não pertence à federação, nem a quem a dirige, e só é legítimo enquanto for exercido nos termos da lei e ao serviço dos moçambicanos”.
Não cabe, segundo explicou, a nenhuma federação ou associação disputar autoridade com o Estado. “Federações e associações são parceiras do Governo, e essa parceria assenta no respeito: pelo Governo, pelas instituições do Estado e pela lei. Temos assistido a tentativas de criar desordem no desporto nacional e de pôr em causa a autoridade do Estado”, disse, sublinhando, a seguir, que “não o permitiremos. Ninguém está acima da lei. O Governo combaterá estas práticas com firmeza, em todas as modalidades, e não será complacente. Reitero: o desporto não é propriedade individual; pertence a todos os moçambicanos. Clubes, associações e federações existem para servir a colectividade, e nenhum cargo ou mandato se sobrepõe a esse interesse. Combateremos o individualismo no desporto, porque o desporto é, por natureza, obra colectiva”.
De acordo com o ministro, o Governo continuará firme no respeito pela lei e pelos princípios que norteiam o desporto. “Sempre que for necessário usaremos todos os instrumentos que a lei põe à disposição do Estado para proteger o desporto nacional e quem o pratica”.
Lembrou que para melhor alinhamento reuniu os presidentes e os secretários-gerais das federações desportivas nacionais para tratar da legalidade, do financiamento, da prestação de contas e da declaração de bens, no quadro da legislação sobre probidade pública. “A mensagem foi inequívoca: dinheiro público exige prestação pública de contas”, enfatizou.

