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MOÇAMBOLA

“TOUROS” BATEM MATOLENSES E JUNTAM-SE AO BAÍA NO TOPO

A Black Bulls juntou-se ao Baía de Pemba, com seis pontos, na liderança do Moçambola-2025, com a vitória (0-1) ontem sobre o Desportivo da Matola, numa das partidas de encerramento da terceira jornada iniciada no pretérito fim-de-semana.
Na outra partida disputada ontem, o Ferroviário de Lichinga empatou a um golo na recepção à Associação Desportiva de Vilankulo (ADV).
No rescaldo da ronda, apenas a Black Bulls venceu na condição de visitante. As outras três vitórias foram alcançadas por equipas visitadas. O Ferroviário de Maputo venceu por 3-2 na recepção à União Desportiva do Songo, Costa do Sol derrotou (2-0) Baía de Pemba, enquanto o Ferroviário de Nacala levou a melhor na recepção ao Textáfrica. A jornada produziu ainda três empates, todos a um golo: Fer. Nampula, 1-Desp. Nacala, 1 e Chingale, 1-Fer. Beira, 1 e Fer. Lichinga, 1-ADV, 1.
Ao cabo de três jornadas, o Baía de Pemba e a Black Bulls partilham a liderança com seis pontos cada, seguidos por  um trio constituído pelo Chingale de Tete e pelos Ferroviários de Maputo e de Lichinga,  que somam cinco cada. Seis equipas somam quatro pontos, nomeadamente a UD Songo, Desportivo de Nacala, Costa do Sol e os Ferroviários de Lichinga, da Beira e de Nampula. O Desportivo da Matola, com três derrotas em igual número de partidas, é o único clube que ainda não pontuou.
A ronda produziu 15 golos, o que corresponde a uma média de 2,14 tentos por jogo.

FOI NECESSÁRIO SUAR


No campo da Liga Desportiva de Maputo, os “touros” suaram para garantir os três pontos diante de um adversário que vendeu cara a derrota. Valeu o golo apontado por Sumabane, ainda na primeira parte.
A Black Bulls entrou desacelerado, medindo a capacidade do adversário e  reagindo em função das circunstâncias do jogo, numa estratégia que visava  deixar o seu oponente expor todo o seu arsenal para posterior “abate”.
Actuava de forma desinteressada, mas focado no seu jogo, assente na boa circulação de bola que lhe conferia mais posse e possibilidades de chegar ao golo.
Foi assim que a  defensiva matolense foi chamada, nos minutos iniciais, a travar uma incursão do “capitão” Khadre, que mergulhou nas malhas com o guarda-redes Abas e  o esférico foi sacudido nas alturas quase a penetrar a baliza da equipa caseira.
Prevaleceu o ritmo monótono, mas bastante suficiente para a Black Bulls engendrar uma surpresa. Candinho projectou o esférico em ligeira profundidade do meio-campo para o isolamento de Sumbane, que vendo o guarda-redes Abas pouco adiantando dos postes fez as medidas certas para o 1-0, à passagem do minuto 16.
Os matolenses reagiram de  imediato, com Mandoza a não ser certeiro no desvio de cabeça a um centro pela direita.
Jogava-se ao ritmo de camaleão, mas sem faltarem lances que merecessem algum destaque. A pujança física da Black Bulls, aliada à técnica e táctica, sobrepunha-se à vontade expressa dos matolenses de jogar à medida das suas capacidades.
Foi outra vez a Black Bulls a dar sinal de perigo numa outra investida de Sumbane, que em mais uma colocação para o seu isolamento demorou a rematar e quando o fez já não tinha ângulo suficiente e o tiro saiu ao lado.
O Desportivo não ficou a ver o adversário passear a classe, sobretudo  porque jogava perante o seu público.
Excelente visão de Julinho, que vendo Mandoza em linha com a defensiva dos “touros” colocou o esférico nas costas dos “centrais” e o avançado matolense, rápido, antecipou a defesa, amorteceu o esférico com o peito e atirou ligeiramente  ao lado, aos 36 minutos.
Foi o último lance mais vistoso a anteceder o intervalo.
Era evidente que a abordagem do jogo mudaria de sentido na segunda parte. Embora a Black Bulls tenha à partida mantido o onze inicial, as circunstâncias do jogo forçaram o seu timoneiro, Hélder Duarte, a responder à demanda do jogo, que se tornou mais equilibrado com constante alternância ofensiva à medida que Hilário Manjate, treinador do Desportivo da Matola, ia mexendo o seu xadrez. Os matolenses lutaram, correram e procuraram incansavelmente o golo de empate. Mbofta foi quem teve a oportunidade de igualar a partida. Foi lançado em contra-ataque, esteve à frente de Ernani, mas sem muito ângulo para finalizar e viu o esférico escapar pelo poste esquerdo.
Coube a Sumbane a distinção de melhor jogador em campo.
A equipa de arbitragem, liderada por Fernando Francisco, esteve bem.
FICHA TÉCNICA
ÁRBITRO: Fernando Francisco, auxiliado por Venestâncio Cossa e David Wambale. Quarto árbitro foi Ilídio Magaia.
DESP. MATOLA – Abas; Atílio, Jemes, Mambucho e Dom (Rico); Candinho, Dedone (Fenias), Julinho (Mbofta) e Mastyle (DJ); Júlio (Phaka) e Mandoza.
BLACK BULLS – Ernani; Macandza (Clésio), Chamboco, Celton e Danilo; Nené, Khadre (Rume), Hammed (Stephen),  Sumbane (Bimbambou) e Candinho (Ejaita); Chamito.
DISCIPLINA: Cartões amarelos para Jemes, Mambucho e Rico (Desportivo); Ernani Macandza e Celton (Black Bulls).
 

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